Em destaque

23 de Fevereiro de 2018: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.9784 patacas e 1.2007 dólares norte-americanos.

Hoje, 24/02/2018
O padre Armindo Vaz considera muito positivo o papel que a Universidade de São José tem desempenhado em Macau. O professor convidado da instituição e também da Universidade Católica considera que a Universidade de São José é “um ponto de contacto, de continuação, das boas relações entre a China e Portugal”. “Esta ligação da Universidade Católica portuguesa com a diocese de Macau, relação essa que assenta sobre uma plataforma onde residem duas propriedades – a propriedade da Universidade Católica Portuguesa e a propriedade da Diocese de Macau. Esta visão destas relações é uma coisa extraordinária. Porque não há muitas outras instituições que dêem continuidade a este relacionamento estratégico entre Portugal e a China, através de Macau”, afirma o especialista na Bíblia, no programa Rádio Macau Entrevista. Para o padre Armindo Vaz a possibilidade de os padres optarem por casar é uma hipótese que, mais cedo ou mais tarde, vai ser aceite pelo Papa. “Está muito mais madura a questão do celibato dos padres passar a ser opcional do que a questão da ordenação das mulheres como sacerdotisas. A questão do celibato sacerdotal ser opcional (...) é uma questão de mais tempo ou menos tempo. Irá com certeza acontecer. Não sabemos quando, nem interessa propriamente”, acrescenta. Já sobre o sacerdócio das mulheres, o Padre Armindo Vaz diz que deve ser deixado “à inspiração do espírito de Deus para que vá ajudando a Igreja a fazer o discernimento”. O professor acredita que Pequim e o Vaticano vão reatar relações, mas entende que “é um pouco difícil que a Igreja possa ceder” na nomeação dos bispos. Gilberto Lopes com Marta Melo
Sexta, 23/02/2018
A Amnistia Internacional diz que a situação dos direitos humanos em Macau piorou nos últimos anos. Os sinais de preocupação têm vindo a aumentar, sobretudo, em relação à liberdade de expressão e de manifestação – foi este o contexto que levou, este ano, a organização a fazer referência ao caso de Sulu Sou e dos jornalistas impedidos de entrar em Macau no relatório anual, divulgado ontem. Depois de, no levantamento feito em 2016, não ter sido feita qualquer referência ao território, Macau voltou a ser este ano incluído no relatório anual dos direitos humanos da Amnistia Internacional por impedir a liberdade de circulação de jornalistas na fronteira entre Hong Kong e Macau. A situação verificou-se já em anos anteriores, sem motivar especial preocupação: vários deputados e académicos foram impedidos de passar a fronteira, com as autoridades a actuarem ao abrigo da lei de segurança interna. Patrick Poon, investigador da Amnistia Internacional sobre a China, explica por que o caso dos quatro jornalistas probidos de entrar em Macau, a 26 de Agosto do ano passado, é diferente. “Claro que esses casos [relativos a deputados e académicos] também nos preocupam bastante. Mas em relação aos jornalistas, a questão é muito mais óbvia: O Governo está a tentar impedir as pessoas de obterem mais informações sobre o que aconteceu depois do tufão [Hato]– é algo que podemos apresentar como um motivo de grande preocupação em termos de violação de direitos humanos, como liberdade de expressão, de informação e de imprensa”, defende, em declarações à TDM- Rádio Macau. Patrick Poon sublinha que “não há qualquer motivo” para impedir a entrada em Macau de jornalistas em trabalho. Já em relação a pessoas com actividade política organizada conhecida, o investigador admite que o Governo pode, em teoria, ter razões legítimas para temer pela segurança de Macau. No relatório, a Amnistia Internacional faz também referência ao caso do activista pró-democracia Sulu Sou, acusado de desobediência qualificada na sequência de uma manifestação organizada em 2016 – um caso que levou a que o deputado ficasse com o mandato suspenso, por tempo indeterminado. Patrick Poon defende que, nos dois casos, estão em causa direitos fundamentais como a liberdade de expressão: “Os dois casos revelam uma tendência que causa preocupação. Não podemos afirmar que há um aumento ou diminuição porque é difícil obter informação sobre cada caso, mas o que vemos é que parece haver mais incidentes do género, nos últimos anos”. “Parece-nos que a situação em termos, por exemplo, de liberdade de expressão, tem vindo a piorar”, frisa. Poon refere-se também aos casos dos académicos Bill Chou e Eric Sautedé, afastados em 2014 das universidades onde davam aulas por assumirem publicamente posições políticas. Em relação aos acontecimentos que envolvem Sulu Sou, a preocupação da Amnistia Internacional está na possibilidade de a participação em manifestações vir a ser criminalizada, ainda que de forma indirecta: “O caso levanta preocupações sobre se a mera participação em manifestações é passível de ser ligada à prática de certos crimes. A forma como a lei é aplicada é também uma questão, tal como saber se é adequado deduzir acusação contra uma pessoa por se manifestar de forma pacífica”. Já sobre a suspensão do mandato do deputado, Patrick Poon indica que a Amnistia Internacional não tem informações suficientes para avaliar a forma como a Assembleia Legislativa conduziu o processo. Sónia Nunes
Sexta, 23/02/2018
Cerca de mil alunos de mais de 30 turmas de 12 escolas secundárias vão, a partir de segunda-feira, 26 de Fevereiro, participar num inquérito sobre hábitos e segurança alimentar. Um trabalho encomendado pelo Centro de Segurança Alimentar do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) à Universidade de Ciência e Tecnologia, que deverá ter resultados ainda este ano. O estudo foi anunciado hoje após uma reunião do IACM. “No inquérito vamos avaliar o conhecimento da segurança alimentar, os dados dos alunos, como altura e peso, e também os seus hábitos alimentares, como a quantidade e consumo de determinados alimentos”, disse a responsável do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais Kok Ho Ma. Os objectivos do inquérito não passam, no entanto, por avaliar as cantinas das escolas exploradas pelo sector privado. Para o primeiro estudo sobre segurança alimentar foram escolhidos alunos do secundário, mas não por se pensar que os adolescentes têm uma alimentação pouco saudável, disse a mesma responsável. O princípio é a avaliação do risco, acrescentou. O IACM quer ter o estudo concluído este ano, para depois divulgar os resultados na página de Internet do Centro de Segurança Alimentar. Na reunião de hoje do IACM foi também abordada a expansão da ciclovia da Flor de Lótus, que vai ter mais 600 metros. As obras deverão começar em Julho e terminar ainda este ano, disse o administrador do Conselho de Administração do IACM, Henry Ma Kam Keong. Quando concluída a expansão, a pista para peões e bicicleta vai ter 1700 metros. A expansão da ciclovia vai custar 18 milhões de patacas. adiantou. Esta obra corresponde à sexta fase de um projecto mais amplo. O objectivo do Governo é unir os vários troços da ciclovia que liga a Taipa a Coloane, num total de seis quilómetros. O IACM anunciou também a 19.ª nova rota turística, que integra o projecto “Uma passeata pelas Ruas de Macau” lançado em 2012. A nova rota chama-se “Becos e Pátios” e vai ter visitas guiadas para os visitantes “reviverem tempos tempos antigos e memórias colectivas” na cidade. Há materiais disponíveis em várias línguas, mas as visitas guiadas são em cantonês. Fátima Valente