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18 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.20602 patacas e 1.1314 dólares norte-americanos.

Segunda, 18/02/2019
A nova direcção da APIM – a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses – deverá reunir-se esta sexta-feira e um dos pontos da reunião será o arquivamento do caso dos alegados abusos sexuais no Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, disse o presidente à TDM Rádio Macau. Miguel de Senna Fernandes afirmou que vai ser ponderada uma reunião com os pais que apresentaram queixas-crimes contra o funcionário do jardim-de-infância que prestava serviços de limpeza e que também chegou a ajudar na higiene das crianças. “Esta semana vamos reunir-nos sobre os próximos passos. Naturalmente gostaria de ter uma conversa formal com os pais sobre isto. Já estive a falar com a directora a estudar esta hipótese, mas terei naturalmente de falar com os meus colegas [da direcção] esta semana. Estamos a tentar que a reunião seja na sexta-feira. É um problema de disponibilidade, ainda por cima a equipa está renovada, há novos membros que têm de estar inteirados, minimamente da situação”, afirmou. Os novos órgãos da direcção da APIM tomam posse no domingo. Já sobre o arquivamento do caso, Miguel de Senna Fernandes, defende que apesar da decisão do Ministério Público, “alguma coisa aconteceu”. “Temos de respeitar a decisão do Ministério Público do arquivamento do processo. Nós não fomos notificados, como era óbvio, porque não somos parte deste processo. (...) Esta decisão se calhar foi com base em falta de provas [para formular acusação], aliás, aquilo que foi tornado público é precisamente a falta de provas, mas isto não quer dizer que nada aconteceu. O arquivamento do processo não significa que nada disto aconteceu. Aconteceu alguma coisa. Com certeza”, afirmou. Os pais que apresentaram queixa contra o funcionário da instituição têm até agora até 25 de Fevereiro para recorrer da decisão. Quanto ao relatório do processo instaurado pela APIM à educadora de infância e directora da escola, Miguel de Senna Fernandes diz que a decisão deverá ser comunicada em breve. A directora continua em funções, mas a educadora está suspensa desde Maio, continuando a receber salário. O presidente da APIM reconhece que o caso já devia ter sido encerrado em Dezembro. Reitera que existe “matéria de facto” para avançar com a acusação, mas que “questões técnicas” têm impedido a formalização da acusação contra a directora e de uma educadora do Jardim-de-Infância D. José da Costa Nunes. Senna Fernandes diz que vão reavaliar porque o processo no Ministério Público e o inquérito instaurado pela APIM estão relacionados. “O caso tem minimamente a ver com os processos que estão em estudo e isso vai obrigar a uma nova avaliação, não no sentido de pôr em causa o que apurámos, mas obviamente que esta decisão não pode deixar de ser considerada. Portanto, o que tinhamos em mente pode continuar a subsistir, mas vamos qual é a melhor forma de pôr termo a este caso que já se arrasta há quase um ano”, acrescentou. Miguel de Senna Fernandes escusou-se sempre a especificar o conteúdo das acusações, mas observou que o quadro sancionatório inclui desde a advertência até à rescisão do vínculo laboral. Também continua sem explicar as questões técnicas. Na sequência da apresentação das queixas-crime, a APIM despediu o servente que prestava serviços de limpeza no jardim-de-infância e que também chegou a ajudar na higiene das crianças. Miguel de Senna Fernandes defende que a APIM “não se precipitou” ao despedir o funcionário, “porque o que estava em causa era a confiança dos pais”. O caso também levou ao despedimentos da psicóloga e ao pagamento de uma multa de 12 mil patacas por infracções ao regime das escolas. Isto porque a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) concluiu que ficou provado que a forma como a escola lidou com os alegados abusos violou as disposições que regulam as instituições de ensino. Fátima Valente...
Segunda, 18/02/2019
As autoridades chinesas anunciaram hoje o plano da Grande Baía, segundo informou a agência Xinhua. A estretágia de integração regional foi divulgada pelo comité central do Partido Comunista Chinês e pelo Conselho de Estado. Definida em 2015, a política tem por objectivo a integração regional entre Macau, Hong Kong e nove grandes cidades da província de Guangdong. A Xinhua conta que o plano de desenvolvimento tem 11 capítulos dedicados a temas como o reforço das infra-estruturas de conectividade, a construção de um sistema industrial moderno competitivo em termos globais, o desenvolvimento de um centro de inovação e tecnologia, a conservação ecológica e a melhoria da qualidade de vida e das deslocações. Na próxima quinta-feira, dia 21, o Chefe do Executivo, Chui Sai On, lidera uma comitiva de 50 elementos que vai visitar Hong Kong para participar numa sessão de divulgação sobre as linhas gerais do plano da Grande Baía. O evento conta igualmente com a presença de representantes da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e de dirigentes da província de Guangdong e de Hong Kong. Além de Macau e Hong Kong, a Grande Baía é composta pelas cidades de Guangzhou, Shenzhen, Zhuhai, Foshan, Huizhou, Dongguan, Zhongshan, Jiangmen e Zhaoqing, num conjunto que representa uma área metropolitana de 55.907 quilómetros quadrados, com uma população que ultrapassa os 69 milhões de habitantes. A origem da agora denominada Grande Baía é a região que era comummente referida como Delta do Rio das Pérolas. Esta era a designação usada quando o plano de integração regional começou a ganhar forma, em 2008, nas “Linhas Gerais do Planeamento para a Reforma e Desenvolvimento da Região do Delta do Rio das Pérolas (2008-2020)”, dando origem a estudos que previam a “criação de uma região metropolitana de nível mundial” incluindo Macau, Hong Kong e Guangdong. Em 2015, no documento intitulado “Visão e Acções para Promover a Construcção Conjunta da Faixa Económica da Rota da Seda e da Rota Marítima da Seda do Século XXI”, o Governo Central avançou, pela primeira vez, com a “construção da Grande Baía Guangdong, Hong Kong e Macau”, que, no ano seguinte, iria fazer parte do 13º plano quinquenal. Hugo Pinto...
Segunda, 18/02/2019
O mercado da habitação de Macau entrou em 2019 com quedas acentuadas, tanto no número de transacções como no preço médio do metro quadrado. Em Janeiro, de acordo com dados dos Serviços de Finanças, foram transaccionadas 435 fracções no território, número que representa uma diminuição de 78 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram transaccionadas 1.986 habitações. Do mesmo modo, também o valor médio do metro quadrado, com base no imposto do selo, foi menor em Janeiro deste ano do que no mesmo mês do ano passado: 102.101 patacas em Janeiro deste ano, menos 18 por cento na comparação com Janeiro de 2018, quando valia 124.481 patacas. No último mês, a maior desvalorização do metro quadrado verificou-se na península de Macau, onde o preço médio foi de 96.460 patacas, uma quebra anual de 12,5 por cento. Em Coloane, o preço médio baixou 11 por cento para 124.039 patacas. A contrariar esta tendência de queda, na Taipa, o preço médio do metro quadrado aumentou em termos anuais três por cento para 109.743 patacas. Os dados agora divulgados mostram ainda que, em Janeiro, 13 por cento dos compradores (53) já possuíam uma habitação. Hugo Pinto...