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Lau Pun Lap: é preciso pensar de uma forma "inter-regional"
Quinta, 30/07/2015

O coordenador do gabinete de Estudo das Políticas do Governo defendeu que é necessário “aperfeiçoar o sistema de gestão” dos trabalhadores não residentes (TNR) e pensar o futuro de Macau “de uma forma mais inter-regional”. Segundo Lau Pun Lap a população deve ponderar, por exemplo, viver do outro lado da fronteira para se aliviar a pressão que já existe sobre o território.

 

Este responsável diz que a abertura das fronteiras por mais tempo já permitiu aliviar alguma pressão sobre o mercado de habitação de Macau, mas adianta que uma das sugestões do gabinete de Estudo das Políticas do Governo é que as operadoras de jogo arranjem casas do outro lado da fronteira para os trabalhadores não residentes que empregam. “Temos cerca de 180 mil TNR nesta área e a grande parte provém do interior da China. Segundo dados preliminares, em 2014, com o prolongamento das fronteiras ou até um pouco antes, 60 por cento desses TNR viviam em Macau, só que antes ainda eram mais. Podemos assim deduzir que no futuro vai haver uma maior redução, para 50 por cento ou talvez até 40 por cento.”

 

O relatório prevê que a indústria do jogo “vai manter-se estável” daqui a 10 anos e que, por isso, vão continuar a ser necessários TNR. De qualquer forma, um dos técnicos que fez o relatório sublinha que o Governo tem de se potencializar a capacidade da mão-de-obra local, seja atraindo jovens talentos que estão no exterior ou incentivando mulheres e idosos a regressarem ao mundo do trabalho.

 

O aumento de oportunidades de educação e emprego são, aliás, um dos factores que o relatório aponta para uma descida na taxa de natalidade nos próximos 10 anos. Prevê-se mesmo que a taxa de fecundidade seja inferior ao nível de renovação de gerações.

 

Em 2025, a taxa de esperança média de vida, vai aumentar dos actuais 82,9 anos para os 84,6 dentro de uma década. A população idosa vai nessa altura rondar os 16,3 por cento. O relatório deixa ainda várias sugestões de melhoria para as áreas da saúde, protecção ambiental, educação e direitos humanos, assim como cuidados aos idosos.