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Corrupção eleitoral: associação diz-se vítima de pressão
Terça, 21/07/2015

O presidente da associação que apoiou a candidatura Chan Meng Kam às últimas legislativas acusa o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) de “pressão política”, no caso contra dois funcionários da lista condenados a mais de um ano de prisão. O dirigente associativo nega ainda qualquer tentativa de compra de voto para as eleições de 2013.

 

Numa conferência de imprensa, acompanhada pela TDM, o presidente da Associação dos Cidadãos Unidos de Macau garantiu que nunca foram oferecidas refeições, bebidas ou transporte em troca de votos e diz que os telefonemas feitos pela equipa tiveram como único objectivo apelar aos eleitores para não se esquecerem de ir às urnas. O dirigente associativo sublinha que esta “é uma prática muito comum” em Macau e, por isso, se é ilegal outras associações tinham também de ser investigadas e punidas.

 

O presidente desta associação considera ainda que “não havia provas suficientes” para condenar os dois funcionários e acusa o CCAC de ter montado um caso com contornos políticos.

 

Nesta conferência de imprensa não estiveram presentes os deputados eleitos através desta lista: Chan Meng Kam, Si Ka Lon e Song Pek Kei.

 

O Tribunal Judicial de Base entendeu existirem provas suficientes e condenou os dois funcionários que angariavam votos para a lista de Chan Meng Kam a mais de um ano de prisão por corrupção eleitoral. O CCAC diz ter iniciado o caso quando um funcionário do organismo recebeu uma chamada a apelar ao voto na lista 13 em troca de certos benefícios. Mais tarde, encontrou 10 testemunhas que confirmaram terem recebido os mesmos telefonemas, com as mesmas ofertas. O presidente da Associação dos Cidadãos Unidos acredita que o funcionário do CCAC “induziu” todas as pessoas envolvidas no caso.