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Conselho Urbanístico coloca dúvidas sobre pareceres do IC
Quinta, 16/07/2015

Alguns membros do Conselho do Planeamento Urbanístico acusaram esta tarde o Instituto Cultural (IC) de falta de critério na avaliação de projectos. Numa reunião para avaliação de 15 plantas, vários membros alertaram para as diferentes opiniões expressas nos pareceres para projectos de construção na mesma zona.

 

Em resposta, a representante do IC no conselho explicou o processo de análise. “Se o valor arquitectónico da construção for realmente muito saliente então nós emitimos um parecer, nestes casos, não vinculativo, com o qual sugerimos uma protecção, uma preservação. Mas também pode haver construções cujo valor arquitectónico já é num grau abaixo e aí não exigimos uma preservação tão rigorosa”, disse, prometendo, ainda assim, “entregar parâmetros de referência” aos restantes membros.

 

As plantas analisadas hoje incluem várias demolições para nova construção em ruas do centro de Macau, nomeadamente a Rua das Estalagens, a Travessa do Pagode, entre outras, com alguns dos terrenos a fazerem parte da zona protegida. Durante a apresentação das respectivas plantas, os responsáveis das obras públicas foram repetindo as decisões de abatimento dos edifícios originais, sob o pretexto de alargamento das vias adjacentes.

 

Uma situação que fez disparar o alarme do arquitecto Rui Leão, que falou de um dia negro e denunciou o que considera ser uma destruição das referências dos cidadãos. “Realmente estou um bocado preocupado e fiquei um bocado assustado com tantos edifícios em zonas estratégicas do centro histórico a estarem hoje aqui em risco. Pareceu-me um dia um bocado negro (...) estes edifícios, que fazem parte estrutural do nosso mapa mental da cidade, são abatidos como se nada fosse.”

 

Nesta reunião um dos projectos discutidos para a Taipa foi o de ampliação da fábrica da Hovione. Alguns membros do conselho aproveitaram para defender a mudança das instalações para a zona E dos novos aterros para haver uma melhor protecção da saúde das pessoas que vivem junto à farmacéutica e para que, assim, possam também passar a desfrutar da área verde que fica dentro do terreno arrendado pela empresa portuguesa.