Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

Wikileaks: Novo Macau apresenta queixa ao Ministério Público
Quinta, 16/07/2015

O Ministério Público recebeu esta tarde uma queixa da Novo Macau acerca dos e-mails divulgados pelo portal Wikileaks, uma comunicação que coloca o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) e a Polícia Judiciária (PJ) entre os interessados em adquirir um software que, aponta a associação, “vai muito além dos métodos de investigação permitidos por lei”.

 

A Associação Novo Macau quer que o Ministério Público tire a limpo se as autoridades de investigação criminal de Macau usam métodos que não estão previstos na lei. O Comissariado contra a Corrupção já veio garantir que, nas diligências que toma, recorre a instrumentos legais, mas a resposta não convence Jason Chao.

 

“Não temos provas e não temos documentos que levem a pensar que o CCAC adquiriu o sistema. Mas, com base na resposta do CCAC, para mim, o Comissariado contra a Corrupção admitiu indirectamente estar na posse ou ter o sistema instalado”, diz o activista.

 

Os emails divulgados pelo Wikileaks não mostram que houve a aquisição do software RCS pelo Comissariado contra a Corrupção – apenas reuniões em Singapura entre representantes da empresa Hacking Team e elementos do CCAC.

 

A Associação Novo Macau está também preocupada com os métodos de investigação da Polícia Judiciária. “Se olharmos para os documentos, vemos que a PJ esteve muito activa nas conversas com a Hacking Team, a empresa italiana”, diz Jason Chao, que acredita que a Polícia Judiciária, à semelhança do CCAC, vai insistir que só utiliza métodos legais nas suas investigações.

 

O software RCS permite monitorizar comunicações na Internet, desencriptar e-mails, gravar chamadas feitas através do Skype e de outros programas do género, e a activação remota de câmaras e microfones de computadores e telemóveis.