Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

Anima organiza iniciativa internacional sobre galgos
Quarta, 15/07/2015

A Anima organiza na próxima semana uma iniciativa internacional para debater a protecção dos galgos. Em Macau vão estar participantes de nove organizações, para “um dia de trabalho”, explica o presidente da sociedade protectora dos animais. Albano Martins espera que, em breve, os galgos façam parte do passado de Macau.

 

Para já, no dia 23 deste mês, representantes de organizações dos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, China Continental, Hong Kong e Taiwan juntam-se à Anima para debater a situação dos galgos, a começar pelos negócios a nível mundial. “O objectivo é definir planos de combate à exploração dos galgos em corrida.”

 

Os galgos são alvo de maus-tratos em Macau, mas não só – trata-se de um problema mundial. Ainda assim, Macau distingue-se pela negativa, destaca o presidente da Anima. “Tirando algumas áreas onde também são maltratados, Macau é o sítio onde é notório que o tratamento dos galgos é mais cruel, porque os animais são comprados, metidos em compartimentos pequeníssimos, os donos nunca os vêem e quando eventualmente os querem trazer para a adopção, isso não é permitido”, afirma, acrescentando que, em média, são abatidos 30 animais por mês.

 

“As nossas estimativas apontam para que, de Janeiro a Junho, tenham sido abatidos entre 160 a 170 galgos.” São animais jovens que poderiam ter sido adoptados, fossem outras as regras do jogo em Macau, aponta Albano Martins, destacando ainda que as taxas de acidentes dos galgos que correm no Canídromo são muito elevadas. O presidente da Anima espera que o sítio onde se fazem as corridas seja encerrado este ano.

 

A sociedade protectora dos animais tem já outra grande preocupação: os cavalos do Jockey Club. “Temos a informação de que os cavalos que estão retirados vivem em compartimentos muito pequenos, sem ar condicionado, com elevadas temperaturas, e a serem alimentados de forma totalmente deficiente. Só são mandados para a China quando existe um número certo de animais para irem numa única remessa. Estamos muito preocupados”, diz Albano Martins.

 

O responsável pela Anima quer que o Governo investigue a situação do Macau Jockey Club, uma organização que, apesar dos enormes prejuízos que tem e de fazer “uma ou duas corridas” por semana, continua de portas abertas e quer a renovação do contrato já no próximo mês. A forma como os cavalos são tratados em Macau “é uma vergonha”, remata o presidente da Anima.