Em destaque

18 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.20602 patacas e 1.1314 dólares norte-americanos.

Governo: Empregadas com formação profissional no futuro
Segunda, 13/07/2015

Só as empregadas domésticas que vêm da China Continental é que têm formação. As restantes – a grande maioria, mais de 22 mil – não têm nada que prove que estão aptas para as tarefas para as quais são contratadas. Mak Soi Kun encontra nisto uma situação de risco para os empregadores, sem que haja responsabilização das agências de emprego. O tema foi objecto de uma interpelação oral ao Executivo, a que deu resposta o secretário para a Economia e Finanças.

 

Mak Soi Kun garante que há muito descontentamento por parte da população local, acrescentando que as empregadas domésticas não falam mais do que uma ou duas palavras de cantonês e não sabem cozinhar comida chinesa.

 

Lionel Leong começou por recordar que se está a falar de mão-de-obra não qualificada. Ainda assim, os Serviços para os Assuntos Laborais oferecem acções de formação para as empregadas domésticas que pretendam aprender mais. O secretário lembrou ainda que o diploma que define o licenciamento das agências de emprego está a ser revisto e garantiu que, no futuro, vai haver mais exigência em relação aos conhecimentos de quem vem de fora para as casas de Macau. “Esses trabalhadores domésticos terão, no futuro, de ser possuidores de um certificado que comprove a frequência de acções de formação necessárias destinadas a este trabalho”, afirmou.

 

A resposta não sossegou aqueles deputados que, por norma, mostram reticências em relação aos trabalhadores não residentes. Wong Kit Cheng diz que muitas destas empregadas chegam a Macau com problemas de saúde, sendo que as agências de emprego não assumem a responsabilidade, pelo que o problema passa a ser dos patrões. A deputada também está apreensiva em relação ao passado das empregadas: “Se uma empregada tiver algum problema com a justiça em Hong Kong e vier para Macau, ninguém sabe desse problema”.

 

Zheng Anting também é do entendimento de que é preciso salvaguardar a segurança das famílias locais. Outros deputados querem acabar com a possibilidade de haver pessoas que entram em Macau com um visto de turista para vir à procura de emprego. Já Kwan Tsui Hang quer uma data concreta para que a nova lei sobre as agências de emprego seja entregue à Assembleia Legislativa – uma pretensão que ficou por satisfazer.

 

A fechar o debate sobre a interpelação de Mak Soi Kun, o secretário para a Economia e Finanças prometeu que, nos encontros com os representantes diplomáticos dos países de onde são oriundas as empregadas domésticas, vai trocar ideias sobre a questão da formação profissional.