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Au Kam San critica política da habitação social
Quinta, 09/07/2015

Au Kam San entende que os dados existentes provam que a procura da habitação económica é maior do que da habitação social, o que, no entender do deputado, “demonstra que é absurda a política centrada nas habitações sociais e complementada pelas económicas”.

 

“A habitação social destina-se às famílias pobres, mas, realmente, não existem muitas pessoas pobres em Macau, por isso a procura de habitação social não é grande. A habitação económica destina-se às pessoas com determinada capacidade financeira, mas que não conseguem suportar o elevado preço da habitação privada. A maior parte da população está nesta categoria. O número das fracções económicas e a sua procura também são maiores do que o número e a procura de habitação social, mas o Governo insiste na implementação da referida política sem ouvir as opiniões nem olhar para a realidade. Porquê?”, argumentou na Assembleia Legislativa o deputado.

 

Também Ng Kuok Cheong centrou a sua intervenção no período de antes da ordem do dia na habitação e nos destinos a dar à zona A dos novos aterros: “O Governo deve então definir um plano concreto para a habitação pública na zona A, e defender a qualidade de vida e a habitabilidade através da construção de instalações complementares em diversas áreas: cuidados médicos, educação, serviços sociais e lazer. O Governo deve esclarecer, quanto antes e publicamente, que o referido aterro reservado para 28 mil fracções de habitação pública será desenvolvido de forma flexível e de acordo com as necessidades”.

 

“Se a recuperação dos terrenos não aproveitados nas zonas antigas permitir a construção de um número suficiente de habitações públicas, e se a política ‘terra de Macau destinada aos seus residentes’ conseguir responder à procura, no âmbito do plano da aquisição de imóveis por residentes, então, deve reduzir-se a densidade demográfica na zona A, para melhoria da qualidade de vida”, acrescentou o deputado.