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Novos aterros: Governo diz-se atento a casas e trânsito
Segunda, 29/06/2015

Os novos aterros vão ter espaço suficiente para acolher 162 mil residentes. O número de habitações foi revisto em alta – ao todo, a terra que está a ser reclamada ao mar vai ter 54 mil fracções. A zona A, no norte da cidade, é aquela onde vai estar concentrado um maior número de pessoas, com 32 mil fracções projectadas para a área onde actualmente já existe maior densidade populacional.

 

O plano director dos novos aterros entra amanhã na última fase da consulta pública. Hoje, foi apresentado aos membros do Conselho do Planeamento Urbanístico. O Governo promete novas zonas urbanas que tenham em consideração a necessidade de habitação e o problema dos transportes.

 

Para os novos aterros não estão projectadas ciclovias, mas já se tem em consideração a ligação ao metro de superfície. Os autores do projecto destacam, no entanto, que é através dos autocarros que a circulação deverá ser feita – a ideia é incentivar a população a deixar o carro na garagem.

 

Em relação à zona A, aquela que mais atenção despertou durante a sessão desta tarde, os projectistas garantem que o aterro não vai ser um dormitório – vão ser lá construídos equipamentos sociais, corredores com árvores e espaço para o comércio.

 

Os 350 hectares que Macau vai ganhar quando os aterros estiverem prontos vão ser fundamentais para o desenvolvimento da cidade nos próximos 20 a 30 anos, explica o Governo, mas ainda não se sabe quando é que começarão a ser aproveitados. A zona A está atrasada devido a um problema de abastecimento de areia. Quanto aos restantes aterros – junto à marginal da Taipa e no NAPE – não há calendário para que se avance com a construção de edifícios.

 

O plano agora apresentado terá ainda em conta a ligação à quarta travessia entre Macau e a Taipa, que ainda não está decidida. O secretário Raimundo do Rosário garante que vai cumprir a promessa feita aquando da apresentação das Linhas de Acção Governativa: até ao final do ano, chega-se à conclusão se vai ser uma ponte ou um túnel.

 

Os acessos, o trânsito e a capacidade demográfica foram as principais questões abordadas pelos membros do Conselho do Planeamento Urbanístico. Alguns lamentaram só terem sido ouvidos na véspera de o plano director entrar de novo em consulta – lembraram que têm uma palavra a dizer no que diz respeito ao planeamento, que deveria contar para o projecto que agora vai a auscultação pública.

 

Esta última fase de consulta pública termina a 8 de Agosto. Até lá, o projecto pode ser visto na casa de vidro, no Tap Seac.