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Novos aterros: Rui Leão preocupado com acessos na zona A
Segunda, 29/06/2015

O plano director dos novos aterros apresenta uma cidade voltada para a água mas, para o arquitecto Rui Leão, membro do Conselho do Planeamento Urbanístico, é preciso ter cuidado em garantir que o acesso não é vedado às pessoas, sobretudo na zona A – a zona norte – para onde está projectada uma via rápida.

 

“Da maneira como está desenhado leva-me a pensar que será dificilmente praticável e dificilmente ocupado e utilizado. O perímetro verde nas outras zonas parece mais sério e realista enquanto proposta, porque tem perfis diferentes, não é continuamente largo nem estreito, e principalmente não está sobrecarregado com uma estrada de circulação rápida, que é o que põe em risco o acesso sistemático da cidade à beira água”, sublinha.

 

Rui Leão destaca que há formas de salvaguardar que a via rápida não bloqueie o acesso à água – uma ideia que quis deixar na sessão de hoje de apresentação do plano director dos novos aterros aos membros do Conselho do Planeamento Urbanístico.

 

O projecto prevê vários corredores verdes para os novos aterros. O arquitecto concorda com a ideia de que a nova cidade poderia ter sido aproveitada para a construção de um parque. “Há zonas, nomeadamente na zona A, em que não faz sentido que os eixos verdes sejam todos da mesma magreza”, aponta, sugerindo que um dos “passeios largos com árvores” tenha a dimensão de um parque urbano.

 

Há outra questão que Rui Leão considera preocupante: a inserção na Avenida da Amizade. “Não foi esclarecido – se calhar terá de ser feito esse estudo – como é que vai ser feita a acessibilidade com a Ponte da Amizade pelo meio. Como se sabe, a Avenida da Amizade, nomeadamente naquela zona onde está o Terminal Marítimo, já está completamente saturada em termos de acesso viário, em termos de sobreposição do que é o acesso à ponte, à Taipa, e a chegada da Taipa, com as horas de ponta do Terminal Marítimo”, alerta, avisando que existe uma sobrecarga que não permite pensar no desenvolvimento a longo prazo.

 

Sobre o plano hoje apresentado, o arquitecto destaca uma nota positiva: o facto de o novo plano director apresentar uma proposta “mais séria” ao nível de circulação e de articulação do metro ligeiro com os outros sistemas de transporte.