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ARTM contra agravamento das penas para crimes de droga
Sábado, 27/06/2015

O eventual agravamento das penas relacionadas com os crimes de droga “não vai ter grande consequência” no combate ao consumo e tráfico. A opinião é do presidente da Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM), Augusto Nogueira, convidado desta semana do Rádio Macau Entrevista.

 

“O problema, aqui, não se trata de agravar as penas para diminuir o consumo ou o tráfico. São outras medidas”, começa por explicar o responsável, antes de acrescentar que, “em qualquer parte do mundo, está a ser o feito o oposto”.

 

Augusto Nogueira diz que a situação de Macau “não é caótica ou incontrolável”, apesar de o Governo defender o agravamento das penas. Para o presidente da ARTM, uma das prioridades tem de passa por encontrar soluções para ajudar os jovens consumidores a entrar em centros de tratamento.

 

“Muitos são enviados para a prisão, para cumprir 30 ou 45 dias por consumo. Como alternativa, vão para um centro de tratamento, durante um ano, e ficam com pena suspensa, por dois anos. Qualquer pessoa prefere ir para a prisão porque, depois, fica com o cadastro limpo e o caso é resolvido”, nota Augusto Nogueira.

 

O Rádio Macau Entrevista vai para o ar, hoje, ao meio-dia. Na próxima segunda-feira, o programa repete às 10h30.