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Casino de David Chow em Cabo Verde ainda não saiu do papel
Terça, 16/06/2015

O projecto de construir um “resort” e casino em Cabo Verde que David Chow reafirmou no ano passado ainda não saiu do papel, revelou, esta tarde, Mário Vicente, representante cabo-verdiano no Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

 

Em declarações aos jornalistas à margem de uma sessão de apresentação de Cabo Verde a potenciais investidores, Mário Vicente afirmou que David Chow “mantém o interesse”, mas “o projecto mantém-se ao nível das ideias” e “as discussões continuam”.

 

Questionado sobre os motivos do impasse, Mário Vicente disse não saber “quais as razões que o impede ou que estão a parar o processo”.

 

No início de 2014, em visita ao país africano, David Chow, que também é o cônsul honorário de Cabo Verde em Macau, reafirmou a intenção de investir cerca de 2300 milhões de patacas no Ilhéu de Santa Maria, na Praia, para a construção de um casino, hotel e marina. O interesse de David Chow tem cerca de dez anos.

 

Na altura, o embaixador de Cabo Verde na China, Júlio Morais, disse que o investimento de David Chow representava 15 por cento do PIB do país africano.

 

David Chow é o único empresário de Macau que, até agora, demonstrou interesse em investir em Cabo Verde. Mário Vicente gostaria de ver esta situação alterada.

 

Segundo Vicente, “Cabo Verde ainda constitui um destino de investimento relativamente longe de Macau, em áreas ainda não descobertas”.

 

O representante cabo-verdiano disse que vai trabalhar no sentido de “ver quais as áreas que poderão interessar aos empresários de Macau. Pensámos, em tempo, que poderia ser o jogo, mas ainda estamos em fase de discussão de ideias e de projectos”.

 

Mário Vicente esteve no Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau para dar a conhecer o ambiente de negócios e as oportunidades que existem em Cabo Verde.

 

Para os investidores chineses foi apontado um caminho: “Cabo Verde pode constituir uma plataforma para os produtos e empresários chineses de acesso aos mercados da sub-região oeste africana, da União Europeia e dos Estados Unidos e Canadá”.

 

Mas Mário Vicente defende que é “o turismo a área com o maior potencial de crescimento”. Até agora, os maiores investidores são europeus. Quanto aos chineses, o representante lamenta que “ainda são poucos”.