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Sector agro-alimentar brasileiro aposta na China
Quinta, 02/04/2015

O Brasil quer ser um dos principais parceiros do Continente na área dos produtos agro-alimentares. A intenção ficou vincada num evento, organizado esta manhã, que contou com a participação do delegado do único país sul-americano no Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Augusto Castro.

 

“O Brasil é um grande exportador de alimentos. A China também é um grande produtor, mas para para uma população sete vezes maior do que o Brasil. A China deverá ter um índice de urbanização cada vez maior. A meta do Governo chinês é chegar a um nível de urbanização de 60 por cento, em 2020, e 70 por cento, em 2030. Isso, claro, está conjugado com o aumento da renda no país. Quer dizer que a China vai ter de importar cada vez mais alimentos”, lembra o responsável brasileiro.

 

Em 2014, a China foi o principal parceiro comercial do Brasil. Augusto Castro defende que ainda existem oportunidades para os empresários do Continente, nas áreas das infra-estruturas e de logística. Já os investidores brasileiros também podem sonhar com bons negócios na China.

 

“O Brasil é um grande produtor de produtos com alto valor agregado, como é o caso de aeronaves. A Embraer que é a nossa produtora de aviões tem vendido aqui aviões no mercado chinês. Acreditamos que ainda há potencial para aumentar as vendas, à medida que a malha aérea se expande no país. a China tem centenas de cidades com mais de um milhão de habitantes e isso, claro, aumenta as oportunidades para a aviação regional”, indica o delegado brasileiro.

 

O Brasil assinou uma parceira estratégica com a China na década de 1990. Augusto Castro espera que as relações comerciais entre os dois países cresçam no futuro, até porque o Governo Central – com as reformas de 2013 e a implementação de zonas de comércio livre – tem criado um regime de investimento mais aberto para empresas privadas, sobretudo estrangeiras.

 

Em relação a Macau, o Brasil é o principal parceiro comercial dos países de língua portuguesa. No ano passado, o comércio de mercadorias entre o Brasil e o território ultrapassou 41 milhões de dólares norte-americanos.