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Suspeita de negligência na morte de bebé no São Januário
Sábado, 28/03/2015

O relatório preliminar de investigação dos Serviços de Saúde à morte de um bebé, no passado dia 19 de Fevereiro, no Centro Hospitalar Conde de São Januário, exclui a existência de erro na medicação receitada, mas aponta a suspeita de negligência médica.

 

A informação foi revelada pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, de acordo com um comunicado do Gabinete de Comunicação Social.

 

Segundo se pode ler na nota, “ao ser questionado pela comunicação social, Alexis Tam revelou que, segundo a investigação preliminar, o pediatra em serviço não estava na sala de urgência durante uma hora para cuidar do bebé, e suspeita-se que a morte tenha a ver com o facto de o médico não ter cumprido o seu dever”.

 

O Gabinete de Comunicação Social acrescenta que “o secretário concorda com o início de um processo disciplinar e já informou o resultado da investigação preliminar aos familiares do bebé”.

 

Quanto à conclusão do relatório da causa da morte, “Alexis Tam explicou que é preciso terminar a autópsia e o relatório de patologia, por isso, serão necessários cerca de três meses”.

 

Ainda segundo a nota, “os Serviços de Saúde informaram que a situação está a ser investigada pela polícia e que, em simultâneo, os serviços instauraram uma investigação interna sobre o assunto, não sendo por isso possível, nesta fase, prestar informações sobre o caso”.

 

A criança, de cinco meses de idade, faleceu no passado dia 19 de Fevereiro. Num comunicado divulgado no dia 26 de Fevereiro, os Serviços de Saúde informaram que o bebé recebeu tratamento no Centro de Urgências Pediátrico devido a vómitos. Foi receitado um medicamento apresentado como “comum” neste tipo de casos e a criança foi mandada para casa. Todavia, o bebé não melhorou e teve que ser de novo transportado ao hospital, “onde apesar dos tratamentos, acabou por falecer ao final do dia”.

 

Segundo o que o deputado Pereira Coutinho revelou na altura à Rádio Macau, foram os pais da criança que apresentaram queixa na Polícia Judiciária. O deputado está a dar apoio neste processo.

 

À Rádio Macau, Coutinho relatou a fatídica noite do bebé de cinco meses em que foi levado por duas vezes ao hospital, sendo que, na segunda vez, o deputado diz que não houve logo um atendimento por um pediatra: “Nos Serviços de Urgência não tinham um médico pediatra ou outro médico especialista que pudesse atender de imediato o menino. Nesse compasso de espera, e após o médico pediatra ter chegado, já era um bocado tarde e o menino viria a falecer aproximadamente três horas depois de ter dado entrada no hospital”.