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Macau com capacidade para mais de 33 milhões de visitantes
Quinta, 26/03/2015

No ano passado, o território tinha capacidade para acolher entre 89,374 e 92,325 visitantes por dia. A estimativa é do Instituto de Formação Turística (IFT), que apresentou esta tarde os resultados do estudo sobre a capacidade de acolhimento turístico de Macau nos anos de 2013 e 2014. Já para o ano todo, o cálculo aponta para um limite entre 32.62 milhões e 33.70 milhões de visitantes. 

 

A estimativa do Centro de Estudos do IFT para todo o ano de 2014 ultrapassa o número de visitantes do ano passado, que de acordo com dados oficiais foi de 31,5 milhões. Para calcular o limite de visitantes, os investigadores analisaram principalmente duas vertentes: a satisfação dos residentes sobre a qualidade de vida no território e também o nível de satisfação dos visitantes em relação à experiência que tiveram em Macau.

 

Sobre a capacidade física do território, o estudo realça a falta de táxis e autocarros públicos, assim como de espaço nos principais locais de atracção turística. Porém, constata que, na parte física, a cidade foi capaz de aumentar a oferta de serviços, em particular nas viagens de ferry e nas fronteiras, assim como de quartos de hotel.

 

“A capacidade tem-se ajustado por si. A construção de mais hotéis está a aumentar a capacidade de Macau. Mas ao longo dos anos, observamos que tem havido um desaceleramento, parece que se atingiu um ponto de saturação. Portanto, tanto os residentes como os visitantes começam a ter experiências negativas. E há construções que têm sido atrasadas e basta um pequeno atraso para causar grandes perturbações aos residentes e visitantes. Ora, isto diz-nos para irmos mais devagar e para gerirmos toda a situação muito bem”, observou o director do centro de estudos do IFT, Leonardo Dioko.

 

Nas recomendações, os investigadores concordam com a recente posição do Governo sobre a necessidade de passar a haver um controlo sobre o número de entradas no território e um equilíbrio das visitas ao longo de todo o ano. No entanto, Leonardo Dioko afasta medidas que considera radicais, como o controlo através de uma politica mais restritiva para a emissão de vistos individuais na China.

 

O director do centro de estudos do IFT sugere outras vias. “Não estamos a dizer para cortarmos o turismo de uma forma radical. Todos são livres para virem até Macau. O que podemos fazer é acções de promoção, de comunicação e de marketing para influenciar os visitantes sobre a melhor altura para virem. Ao planear e coordenar todos os eventos turísticos da cidade seremos capazes de gerir o número de visitantes”.

 

O estudo recomenda ainda a criação na cidade de novas zonas de interesse turístico e, a par disso, a procura de novos mercados turísticos na Ásia. Um leque de recomendações que Leonardo Dioko acredita que irão ajudar o Governo a concretizar o plano para o controlo de visitantes.