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Luís Amorim: Ausência de impressões digitais sem explicação
Quarta, 18/03/2015

Porfírio de Souza disse hoje não saber como justificar a ausência de impressões digitais de Luís Amorim na Ponte Nobre de Carvalho. À pergunta do advogado da família do jovem, o inspector da Polícia Judiciária (PJ) alegou que foi tido em conta a altura do jovem e uma das suposições foi que “pisou por cima da barra sem se ter agarrado nas grades”.

 

Sobre a inexistência de um cálculo do ângulo da projecção do corpo, Porfírio de Souza sublinhou que não se sabia o local exacto onde foi encontrado o jovem.

 

A presidente do colectivo de juízes quis saber mais sobre os rumores sobre a morte de Luís Amorim durante a investigação. O inspector da PJ diz que um desses rumores veio da empregada da família e dava conta que um empregado do Bex tinha dito que o jovem foi assassinado. No entanto, o homem não quis ser identificado porque tinha medo de perder o emprego.

 

“Se o Bex fechou, por que tinha ele medo de perder o emprego?”, questionou Porfírio de Souza, adiantando que os inspectores “duvidaram da informação”.

 

No corpo do jovem, clarificou o inspector à presidente do colectivo de juízes, “não foram encontrados sinais de defesa”. O mesmo foi verificado através das fotografias da autópsia, que não mostravam quaisquer “ferimentos especiais”.

 

Outra testemunha hoje ouvida foi Lei Chong U, também da Polícia Judiciária. O agente estava de piquete na noite dos acontecimentos e, segundo explicou, a sua intervenção resumiu-se a saber como contactar os familiares.

 

João Varela, na altura dos factos director do jornal Hoje Macau, também foi ouvido. Na sessão, explicou que conheceu a família já depois da morte de Luís Amorim, quando foi contactado porque os pais do jovem queriam tornar pública a preocupação de que as possibilidades não fossem esgotadas na investigação. Em causa estava o facto de, segundo a família, “a tese de suicídio lhes ser sistematicamente repetida”, disse João Varela.

 

 

Para o antigo jornalista, os pais de Luís Amorim sentiam “raiva” e “impotência” porque, segundo eles, as autoridades não seguiam as pistas que lhes davam. Apesar de as informações lhe serem facultadas muitas vezes pela família, João Varela afirmou que só publicava informação que conseguisse "confirmar duplamente".