Em destaque

22 de Março 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.2311 patacas e 1.1378 dólares norte-americanos.

Governo promete empenho no sector das indústrias criativas
Terça, 17/03/2015

O Conselho para as Indústrias Culturais reuniu-se pela primeira vez, este ano. Do encontro saíram várias sugestões que o Governo promete estudar e dar seguimento.

 

Uma das principais preocupações demonstrada foi a falta de espaços para os empresários e artistas locais mostrarem os produtos. A deputada Angela Leong, crítica das políticas “aquém” das expectativas do Executivo, enumera o aeroporto, o novo terminal marítimo da Taipa e a zona onde vai chegar a ponte Macau-Hong Kong-Zhuhai como locais por excelência para expor as criações locais.

 

Si Ka Lon defende mais formação para os gestores culturais e uma aposta nas exportações dos produtos de Macau. O deputado, que também tem assento no Conselho para as Indústrias Culturais, também sugere que os criativos locais tenham oportunidades na Ilha da Montanha. Uma pretensão igualmente defendida pela empresária Kong Mei Fan.

 

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, mostrou-se satisfeito com o debate “bastante construtivo”. “Podemos avançar com algumas ideias”, referiu o governante, no final da reunião.

 

O Executivo vai “ajudar as empresas criativas”. Além disso, Alexis Tam deixou em aberto a possibilidade de a Administração “adquirir produtos locais, por exemplo, trabalhos de designers”.

 

Sobre a fraca capacidade de gestão dos empresários da área das indústrias culturais e criativas, o secretário admite que há um longo caminho pela frente. “Penso que podemos convidar algumas pessoas, especialistas estrangeiros, fora de Macau. Por exemplo, de Hong Kong, Taiwan e da China. Também de Portugal, da Europa. Viriam a Macau para dar workshops e, no fim, ensinar os empresários locais das indústrias criativas para a gestão de empresas: como gerir as companhias, vender os produtos, o marketing”, exemplificou Alexis Tam.

 

A reunião de hoje ficou ainda marcada pelos apelos a uma maior rentabilização de espaços públicos, como a Casa de Vidro, a antiga zona de bares junto ao lago Nam Van e a Macau Dome. Neste último caso, a ideia dos membros do Conselho para as Indústrias Culturais vai no sentido de o recinto ser utilizado para espectáculos.

 

Carlos Marreiros também deixou sugestões. O arquitecto defende a criação de dois novos museus, sobre arquitectura e medicina tradicional chinesa. Já a académica Agnes Lam acredita que o Governo deve atribuir um “vale de cultura” aos residentes, para incentivar a participação em actividades relacionadas com arte e espectáculos.

 

“A partir de agora, temos de trabalhar mais. Já expliquei, só tomei posse há pouco tempo, há dois meses. Mas, daqui para a frente, temos de trabalhar muito mais”, sublinhou Alexis Tam, no final do encontro.