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FAM 2015: “Encontro” com estreias na Ásia e produções locais
Segunda, 16/03/2015

São 30 espectáculos, para mais de uma centena de apresentações, que preenchem todo o mês de Maio. Foi hoje apresentado o Festival de Artes de Macau (FAM). Do programa deste ano, destaque para algumas estreias na Ásia e a para as encomendas feitas pelo Instituto Cultural para a 26ª edição do evento que, de acordo com a organização, é “50 por cento local e 50 por cento vindo de fora”.

 

O Instituto Cultural investiu 29 milhões de patacas num festival onde a dança e o teatro são as manifestações artísticas mais presentes. A abrir e a fechar o FAM, há espectáculos que vêm de longe e que são estreias na Ásia. Logo a 1 de Maio, no arranque do evento, o “Lied Ballet”, do francês Centre Choréografique National de Tours. No final do mês, a 31 de Maio, teatro e dança por actores e bailarinos alemães, no espectáculo “Trust”.

 

No capítulo da dança, nota ainda para os belgas Les Ballets C de la B, que trazem até Macau “Fora de Contexto – para Pina”, uma homenagem à coreógrafa Pina Bausch. No teatro, destaque para “O Fato”, do Thèatre des Bouffes du Nord, de França.

 

Num programa com uma presença francesa muito forte – “um acaso”, de acordo com o Instituto Cultural –, Portugal está representado por uma companhia de teatro, o Teatro Praga, que apresenta a peça “Terceira idade”.

 

À semelhança do que tem vindo a acontecer nos últimos anos, o Festival de Artes de Macau traz espectáculos para crianças, como “Savanna, uma Paisagem Possível”, uma produção de Israel e da Suiça.

 

Quanto aos espectáculos que envolvem artistas de Macau, muitos deles resultam de parcerias com o exterior, na concretização do tema do festival, que este ano se chama “Encontro”. É nas artes performativas que este encontro se dá, numa mistura de teatro, dança e vídeo: a associação de artes Workshop Experimental Soda City junta artistas de Macau, Hong Kong, México, França e Portugal; o Grupo Juvenil de Teatro de Repertório de Macau apresenta “Phaedra 2 – Desejos e Mentiras”, com a direcção de um encenador de Hong Kong.

 

A 26ª edição do festival de Artes de Macau destaca-se por um maior investimento nas encomendas feitas pelo Instituto Cultural, uma ideia que “é para desenvolver gradualmente”. O espectáculo de dança “Aerodinâmica” faz parte do conjunto de trabalhos pensados de propósito para o festival, bem como a peça de teatro “Decisão Fatídica”.

 

Na música, as orquestras de Macau – a chinesa e a de câmara – marcam presença. Os restantes programas são assegurados por vários grupos de ópera chinesa.

 

Num festival que vai estar espalhado pela cidade, com um programa de extensão em que se incluem palestras e workshops, destaque também para os espectáculos ao ar livre, um deles bastante invulgar: na praça do Lago Sai Van, um bailarino francês e uma retroescavadora apresentam “Transports Exceptionnels”.

 

Os bilhetes para o festival são colocados à venda no próximo dia 22.