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Alexis Tam: não é preciso ter medo da educação patriótica
Quinta, 12/03/2015

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura garantiu hoje que os conteúdos de educação patriótica dados por algumas escolas de ensino não superior não fazem lavagens cerebrais aos alunos. Alexis Tam disse não haver motivos para preocupações e considerou natural que todos os cidadãos de Macau aprendam a amar o seu país.

 

“Não é preciso temer [risos]. Não é preciso ter medo. Eu repito que ainda não tenho em mãos o programa [conteúdos para os manuais de educação cívica e moral]. A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude poderá combinar com as escolas ou algumas associações de ensino para discutir a sua elaboração. Mas deixem-me dizer que isto não é nada mau e já faz parte da nossa tradição aqui em Macau”, sustentou Alexis Tam, em declarações aos jornalistas, referindo-se à educação moral, uma disciplina dada em algumas escolas e que inclui conteúdos patrióticos.

 

O secretário realçou ainda que os conteúdos irão além do conhecimento do Partido Comunista Chinês, focando-se, sobretudo, na história. “É natural os cidadãos de Macau amarem a China que é como amarem a sua casa (...) estamos a viver na China porque Macau faz parte do território chinês. Para nós, esta educação é importante, não é nada de mal. Nós estamos a viver aqui, portanto, precisamos conhecer o nosso país e, não só, também Macau. Repito é para conhecer a China toda, a República Popular da China e não somente o partido”, disse, no final da reunião do Conselho de Juventude, ao qual preside.

 

Alexis Tam respondeu assim a algumas preocupações levantadas por profissionais da área na sequência de uma lei quadro, aprovada em Maio de 2014, que obriga todas as escolas de ensino não superior a adicionarem aos seus currículos a disciplina de Educação cívica e moral. Uma implementação que será colocada em curso já a partir do próximo ano lectivo. A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) ainda irá legislar as exigências mínimas para a disciplina, mas é certo que incluirá conteúdos sobre educação patriótica, numa altura em que o Governo Central tem insistido na ideia do reforço deste tipo de educação em Macau, face aos movimentos anti-China verificados em Hong Kong.

 

Mais tarde, representantes da DSEJ explicaram que apesar da obrigatoriedade de darem a disciplina de educação cívica e moral, as escolas têm “autonomia” em relação ao manual e à forma de ensino. O quadro de organização curricular, que inclui esse disciplina como obrigatória, será introduzido faseadamente entre o próximo ano lectivo para os primeiros dois anos do ensino infantil e terminando em 2019/2020 no último ano do ensino secundário. O manual da DSEJ deve ser, entretanto, actualizado e, até agora, o organismo não publicou esses conteúdos em português.