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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 06/03/2015

Os jornais de Macau e de Hong Kong destacam hoje o essencial das palavras proferidas pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, durante a apresentação do relatório anual na Assembleia Popular Nacional. Os órgãos de comunicação social locais viram ainda atenções para a indústria do jogo.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Ou Mun escreve em manchete “estudantes de Macau estão menos patrióticos por causa do impacto do Occupy Central, uma situação que não pode ser ignorada”. O jornal publica ainda a reacção do director do Gabinete de Ligação, que defende o reforço da educação patriótica. Li Gang acrescentou que “a fricção” verificada em Hong Kong não pode acontecer em Macau, onde deve imperar a “harmonia” e “unidade”. O Ou Mun faz ainda referência ao discurso do primeiro-ministro chinês na Assembleia Popular Nacional. Li Keqiang quer “uma maior promoção da cooperação e intercâmbio entre Hong Kong, Macau e o Interior da China, em vários sectores e o aumento da competitividade das regiões para manterem a prosperidade”.

 

O Va Kio diz que um homem da China foi detido pelos Serviços de Alfândega por suspeitas de tráfico de droga. As autoridades interceptaram-no numa lancha, em frente à Avenida dos Jogos da Ásia Oriental, e descobriram drogas que valiam no mercado mais de um milhão de patacas. Ainda outro caso de polícia na primeira: dois homens e três mulheres foram detidos pela polícia de Hong Kong por alegada fraude através da plataforma de negócio Bitcoin.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

Esta manhã, a Ou Mun Tin Toi destaca a deputada Angela Leong que foi a convidada de hoje do programa Fórum Macau. A ainda administradora-delegada da SJM criticou a política de controlo do tabagismo, acusando-a de ser “ambígua” e ter levado ao “desperdício” do dinheiro investido pelas operadoras para o controlo do fumo. Por isso, a deputada volta a defender a proibição total do fumo nos casinos, uma decisão que, realça, devia ter sido tomada logo quando a lei entrou em vigor.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Clarim titula “perigo”, referindo-se ao extremismo islâmico. A entrevista desta semana é à presidente da Associação de Amizade Luso-Vietnamita, que afirma que “relações entre o Vaticano e o Vietname serão ainda mais reforçadas”. O semanário também destaca na primeira a “violência doméstica: crime público garantido”

 

“HIV bate recorde em Macau” escreve em manchete o Plataforma. O semanário dá ainda conta que as “mulheres não entram no cockpit” da Air Macau. “Aeroporto alvo de críticas” é uma das chamadas de primeira, assim como “uma tenda para o futuro” sobre doze empresas portuguesas que mostram em Macau a sua capacidade para criarem soluções inovadoras.

 

O Hoje Macau coloca em grande plano uma entrevista a António Trindade, que está à beira de celebrar 30 anos em Macau. O CEO da CESL-ASIA afirma que “o que é local é bom”. Ainda na primeira, o jornal questiona “Dia Internacional da Mulher – elas dão por ela?”. Numa das chamadas lê-se “China – tempo de acertar o passo aos novos ritmos”.

 

O título principal do Ponto Final é feito com o Governo Central: “Li Keqiang promete democracia com harmonia”. No relatório anual na Assembleia Popular Nacional, o primeiro-ministro defendeu uma postura “firme” na aplicação do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’. Um discurso “inspirado”, para os representantes de Macau, acrescenta o jornal. “Muito lixo e pouca separação” é o título que remete para uma reportagem sobre o percurso dos resíduos urbanos.

 

A manchete do Jornal Tribuna de Macau diz “comerciantes ‘arrasam’ políticas para o tabaco” - o previsto aumento da carga fiscal sobre o tabaco, de 30 para 70 por cento, irá provocar uma quebra “inestimável” nos negócios do sector e novos problemas de contrabando, adverte o vice­-presidente da Associação do Comércio de Tabaco de Macau. O destaque fotográfico remete para Lisboa que “vai ver este ano lanternas do Coelhinho”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily fala hoje em “tempo de apertar cinto”. Segundo o jornal, a Wynn Macau, depois da queda de 49 por cento das receitas líquidas em Fevereiro, está a oferecer aos funcionários licenças sem vencimento. O jornal escreve ainda “a ténue linha vermelha” numa referência às palavras do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, dirigidas a Macau e Hong Kong, na abertura da reunião da Assembleia Popular Nacional.

 

Na primeira do Macau Daily Times está também Li Keqiang, que ontem discursou na abertura da reunião da Assembleia Popular Nacional. “O primeiro-ministro apoia [o princípio]‘um país, dois sistemas’”, titula o matutino. Nota ainda para os casinos asiáticos que “‘namoram’ chineses enquanto a luta contra a corrupção afecta Macau”.

 

“Li [Keqiang] reafirma apoio ao desenvolvimento de Macau” titula o Macau Post Daily. Noutra chamada de capa lê-se que o director do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau, Li Gang, “diz que a indústria do jogo ‘não pode ser sacrificada’ para diversificar a estrutura económica”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post coloca em manchete o aviso do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang: “vai ser um ano difícil para a economia”. A fotografia de primeira página mostra justamente Li Keqiang ao lado do presidente Xi Jinping durante a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e a Assembleia Popular Nacional. Noutro título lê-se que “China fica perto do 3º lugar na lista dos países mais ricos”. 

 

O China Daily titula que “Li assume postura dura no combate à poluição” – na abertura da Assembleia Popular Nacional anunciou um “mecanismo ambiental”. A fotografia do jornal oficial chinês também mostra o primeiro-ministro de pé, ao lado do presidente Xi Jinping.

 

O Standard destaca no interior o mesmo tema, mas sob o prisma de que o primeiro-ministro “enunciou o princípio ‘um país, dois sistemas’”. Na última Assembleia Popular Nacional, Li Keqiang deixou de fora do discurso este princípio que garante um alto grau de autonomia às regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau.