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Fundo pode ser parceiro em projectos de indústrias culturais
Quinta, 05/03/2015

O Fundo das Indústrias Culturais financiou 86 projectos com um total de 110 milhões de patacas durante o primeiro período de atribuição do apoio financeiro. Num balanço a esta fase, que decorreu entre 18 de Junho e 18 de Agosto do ano passado, o presidente do Conselho de Administração colocou a hipótese de o fundo poder vir a investir nos projectos mais promissores.

 

Leong Heng Teng está ainda a equacionar outra mudança, relacionada com o período de candidaturas. “Não iremos estabelecer um período para a abertura. As empresas devem submeter os projectos ao fundo quando considerarem que o seu está maduro, quando quiserem. E também sobre as modalidades de subsídio para além do empréstimo sem juros estamos ainda a considerar o investimento. Se o fundo também poder investir, para além de emprestar dinheiro à empresa ainda temos a possibilidade de ganhar o dinheiro de volta”, explicou, em declarações aos jornalistas.

 

Ainda assim, há uma data para o início da segunda fase de financiamento, que deve arrancar em Abril. De acordo com Leong Heng Teng, no primeiro período, que terminou recentemente, o Fundo das Indústrias Culturais aprovou os projectos que a comissão de avaliação considerou válidos e com condições de vingarem no mercado e de retorno do apoio financeiro. No total, o fundo atribuiu 110 milhões de patacas e as empresas investiram por elas 660 milhões de patacas.

 

O presidente do fundo garante que o facto de terem sido seleccionadas apenas 86 em 328 candidaturas válidas não significa que o fundo não tem dinheiro suficiente. “Ouvimos dizer que os jornais escreveram que o fundo não teria dinheiro suficiente para apoiar todas as empresas e, portanto, fez uma selecção. Isso não é verdade. Estes 110 milhões de patacas foram distribuídos justamente e de acordo com as avaliações que foram feitas”.

 

A maioria dos projectos, 35, é da área do design criativo, seguindo-se 23 em media digital, 18 no sector das exposições e espectáculos culturais, quatro na colecção de obras artísticas e ainda seis inseridos na categoria de “outros”. Segundo o fundo, que cita dados fornecidos pelas empresas, estes projectos criaram 627 postos de emprego.