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Media devem ser mais proactivos nas questões das mulheres
Quarta, 04/03/2015

Os meios de comunicação social chineses olham hoje de forma diferente para a mulher, mas ainda há questões que não constam da agenda, entende Agnes Lam. A académica nota que, antes da transferência de poderes em Macau, a mulher era vista, pela imprensa, mais como mãe.

 

“Desde os anos de 1950 até à transferência, quando os media falavam das mulheres ou da situação internacional das mulheres, falavam sempre da Associação das Mulheres de Macau, da Obra das Mães, a abertura de creches ou programas para mulheres. Eram mais assuntos sociais sobre as necessidades das mulheres como mães”, afirma.

 

Agnes Lam nota ainda que um dos assuntos mais abordados, nos últimos anos, é a violência doméstica, um tema que mais recentemente, e pela primeira vez, fez capa na imprensa chinesa. Mas a académica diz que falta chegar à agenda questões como a igualdade de géneros.

 

“Não temos quem dê voz às diferenças salariais. Fiz alguns estudos, e concluí que as mulheres ganham 80 por cento dos salários dos homens na mesma companhia, ou instituição”, revela.

 

Agnes Lam defende que assuntos como o aborto, a pobreza entre as mulheres ou a situação das mulheres que ganham menos de 10 mil patacas, que não constam da agenda dos media. O que leva Agnes Lam a afirmar que os meios de comunicação social devem ser mais proactivos na abordagem de questões relacionadas com a mulher.

 

Agnes Lam é uma das oradoras do debate desta tarde na Universidade de Macau para assinalar o Dia Internacional da Mulher. Um debate da responsabilidade do Programa Académico da União Europeia para Macau.