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CCPPC: Limite de turistas deve ser “ponto quente”
Segunda, 02/03/2015

Leonel Alves acredita que a questão do número de turistas em Macau deve ser um assunto a abordar durante as reuniões da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) a realizar nas próximas semanas na capital chinesa. O representante de Macau diz mesmo que deve ser “o ponto quente da discussão”.

 

“Como de costume, teremos oportunidade de dialogar questões relativas a Macau e a interconexão com o continente, questões económicas, culturais, educacionais. Talvez o ponto quente seja a vinda do número maciço de turistas do continente. É óbvio que este assunto vai ser abordado. Não estou a antever nenhuma proposta em concreto mas obviamente que vai ser discutido”, afirmou, em declarações ao Canal Macau.

 

Leonel Alves diz não concordar com a limitação de turistas fixado em 31 milhões de pessoas, porque, defende, “Macau é uma cidade livre, as pessoas entram e saem como bem entenderem”. “Temos de ajustar as infraestruturas necessárias para acolher as pessoas. Agora estabelecer o tecto à partida não me parece que seja uma medida condizente com os meus princípios”, conclui Leonel Alves.

 

O membro da CCPPC sublinha ainda que a questão dos novos aterros será essencial para o desenvolvimento de Macau: “A diversificação da economia de Macau também muito depende do seu espaço físico. Neste momento não estou a antever a possibilidade de criação de industrias ou serviços de tamanho suficiente com o actual espaço, portanto, os novos aterros podem trazer um novo ciclo no crescimento de Macau”.

 

Na capital chinesa, e durante as reuniões das próximas semanas, o tema da reforma política não deve ser central, diz Leonel Alves, não descartando, no entanto, a possibilidade de ser abordado. “Quanto à evolução do regime político é óbvio que possa haver diálogo sobre esta matéria mas não estou a ver proposta em concreto do grupo de Macau relativamente a esta questão”.

 

Francis Tam, antigo secretário para a Economia e Finanças, partiu também esta manhã para Pequim. O membro da CCPPC afirmou aos jornalistas que vai centrar-se no trabalho da cooperação regional proposto pelo Chefe do Executivo e na promoção do desenvolvimento sustentável.