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Governo quer reabilitar Pátio do Mungo
Sexta, 13/02/2015

O Governo quer reabilitar a zona do pátio do Mungo para atrair mais turistas, segundo a revelação feita esta tarde no âmbito da discussão, no Conselho de Planeamento Urbanístico (CPU), de um projecto para a Rua do Almirante Lacerda. A ideia, segundo a representante do Instituto Cultural, é manter as fachadas de 13 edifícios, com mais de 100 anos. Mas as Obras Públicas vão também realizar outros trabalhos, segundo Lao Iong, chefe do Departamento de Planeamento Urbanístico das Obras Públicas e secretário-geral do CPU. “Vamos fazer uma melhoria na iluminação da via e tornar o ambiente do Pátio do Mungo num ambiente favorável e harmonioso para o turismo”, adiantou.

 

No âmbito do projecto hoje em discussão para a Rua do Almirante Lacerda, foi ainda revelado que uma via que tinha pouco mais de um metro vai ser alargada para dois metros.

 

Rui Leão, membro do conselho, criticou, no entanto, a construção de uma passagem aérea para peões que tapa a entrada para vários pátios na zona. “É uma estrutura com um impacto visual tremendo e que desqualifica muito porque deixou de se ver da rua estas seis ou sete fachadas que são tapadas por um obstáculo que segura as escadas mas que está muito sobredimensionado e que acho extremamente negativo. Sugeria que fosse estudada a possibilidade de demolir esta passagem pedonal aérea e transforma-la num túnel”, afirmou Rui Leão. 

 

Na reunião de hoje foi ainda discutido um projecto para Rua do Guimarães e Rua Cinco de Outubro. A altura permitida era anteriormente de 25 metros, mas um parecer do Instituto Cultural limita agora a altura a cerca de 12 metros. Alguns dos membros do Conselho mostraram-se contra esta redução, alegando que é preciso ter em conta os direitos dos cidadãos e pedindo menos rigor na avaliação. Rui Leão, por sua vez, saiu em defesa do interesse público.

 

“É verdade que existem edifícios com maior altura, também é verdade que eles foram construídos numa altura em que não havia Lei do Património. Julgo que neste caso é muito claro a prioridade do interesse público sobre o interesse privado. Este edifício irá qualificar enormemente, se for bem projectado, o Largo do Pagode e as condicionantes do Instituto Cultural são estruturais e estruturantes para assegurar um projecto com qualidade”, defendeu Rui Leão.