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Central da CEM com emissões poluentes acima do normal
Quarta, 04/02/2015

Um dos gases poluentes no fumo negro emitido pela Central Térmica de Coloane da Companhia de Electricidade de Macau (CEM) está seis vezes acima dos parâmetros recomendados. No entanto, esta situação só é registada numa fase inicial. Depois, os valores estabilizam, garante o director do Gabinete de Segurança, Saúde, Ambiente e Qualidade da empresa, Edmond Etchri.

 

Ao início da tarde, a CEM organizou uma conferência de imprensa. Em declarações aos jornalistas, os responsáveis da empresa garantiram que, em termos gerais, as emissões estão dentro das normas de Macau e europeias.

 

“À volta da Central Térmica de Coloane, instalámos aquilo que chamamos de sistemas de monitorização da qualidade do ar. Porque é a nossa obrigação, no sentido de garantir a segurança da saúde de todos os residentes de Macau [...] Até agora, não vimos qualquer aumento nesses parâmetros”, explicou Edmond Etchri.

 

A CEM adiantou ainda as razões do fumo negro, recentemente visível na zona. A situação foi registada este ano, durante “cerca de 15 minutos”, quando duas unidades de produção voltaram a ser colocadas em funcionamento.

 

Ainda assim, a CEM quer reduzir ao máximo as emissões poluentes. Numa primeira fase, a empresa vai pedir ao Governo para manter por mais tempo os geradores de produção em funcionamento. Geradores esses que são ligados quando não compensa importar electricidade do Continente.

 

“Sei que o Governo de Macau também está muito preocupado com a protecção do ambiente. Tenho a certeza que vamos arranjar uma boa solução, trabalhando juntos. A segunda proposta, como mencionámos, é a CC2 – uma unidade de ciclo combinado a gás natural. Vai melhorar muito mais a eficiência e também  o problema ambiental das emissões. Penso que esta é uma solução a médio e longo prazo para Macau”, referiu o director de Produção da CEM, Ip Kam Veng.

 

Até 2019, a empresa quer deixar de usar fuelóleo, na produção de energia. A ideia passa por utilizar gás natural: um combustível com baixa emissão de poluentes. A proposta vai seguir em breve para o Governo. Mas a Companhia de Electricidade de Macau não avançou qualquer orçamento para a introdução destas mudanças na central térmica.

 

Edmond Etchri diz que as alterações vão fazer toda a diferença. “Definitivamente, sim. Diria que o gás natural é o que precisamos e o que vamos tentar para melhorar o impacto ambiental, no sentido de ir ao encontro das expectativas da comunidade”, notou o responsável.

 

A questão do gás natural tem estado na ordem do dia. O Governo ainda não fechou o novo contrato com a Sinosky Energy – empresa que abastece Macau e mantém o monopólio do mercado. A situação arrasta-se desde Abril de 2013.