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2014: Autorização de residência a portugueses aumenta 65%
Quarta, 04/02/2015

Há mais de 80 portugueses em Macau com ‘blue card’ – são trabalhadores não residentes. Os dados são da Polícia de Segurança Pública. No ano passado, continuaram a chegar às autoridades muitos pedidos de residência apresentados por cidadãos de nacionalidade portuguesa: registou-se uma subida considerável no número de aprovações.

 

Em 2014, 250 portugueses conseguiram obter a residência em Macau, o que equivale a um aumento anual de 65 por cento. Os números da Polícia de Segurança Pública indicam que, em 2013, apenas 151 cidadãos portugueses tiveram os pedidos de autorização aprovados, sendo que tinham sido entregues mais de 300.

 

À Rádio Macau, a Polícia de Segurança Pública não especifica se as 250 autorizações de residência de 2014 faziam parte dos processos pendentes. Recorde-se que, em Março do ano passado, havia pelo menos 26 portugueses que estavam desde 2012 à espera de saber se iam ter direito a um bilhete de identidade de residente. Há cerca de um ano, eram 141 as pessoas que se encontravam a aguardar uma decisão das autoridades. 

 

Os dados fornecidos à Rádio indicam ainda que houve 19 cidadãos portugueses a quem foram indeferidos os pedidos de residência. A polícia não especifica as razões.

 

Destaque também para o facto de haver 84 portugueses com blue card, uma situação que, há alguns anos, não era comum. A lei em vigor em Macau faz com que os não residentes tenham fortes limitações na mobilidade laboral.

 

A questão da demora na atribuição de residência a portugueses – e também o facto de terem sido negados vários pedidos – passou há já algum tempo a ter contornos políticos. No ano passado, aquando da visita a Macau, o Presidente português, Cavaco Silva, mostrou-se confiante de que eventuais dificuldades seriam ultrapassadas.

 

Questionado sobre a matéria ainda antes de tomar posse, o novo secretário para a Segurança garantiu que o Governo de Macau não mudou de política em relação à concessão de residência a portugueses e prometeu estudar o assunto. Já no mês passado, Wong Sio Chak e o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, falaram sobre a questão, com o governante de Macau a garantir que os portugueses continuam a ser alvo de “discriminação positiva”.