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AIPIM: FIJ não está a ser isenta no relatório sobre Macau
Quarta, 28/01/2015

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) não está a ser imparcial no modo como analisa a liberdade de imprensa em Macau, considera a Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM), na reacção ao relatório que foi conhecido esta semana sobre o estado da comunicação social no território.

 

A FIJ diz que a situação da liberdade de imprensa em Macau piorou no ano passado. João Francisco Pinto, presidente da AIPIM, lamenta que não tenham sido ouvidos os jornalistas de língua portuguesa e inglesa.

 

“É um relatório que para a AIPIM não está completo, uma vez que não reflecte toda a complexidade, todas as dimensões da imprensa em Macau. Por exemplo, a AIPIM não foi ouvida sobre a situação da liberdade de imprensa e nós entendemos que representamos uma parte importante da comunicação social que hoje produz em Macau, nomeadamente daquela que é produzida em língua portuguesa e inglesa”, aponta João Francisco Pinto.

 

Não é a primeira vez que a FIJ ignora parte da comunicação social de Macau na elaboração destes relatórios anuais, apesar de a AIPIM ter procurado estabelecer canais de comunicação com a federação. “No início de 2012, a associação apresentou uma candidatura formal à FIJ, apresentámos todos os documentos que nos foram exigidos. A federação decidiu, poucas semanas depois de termos feito o nosso pedido de adesão, adiar a decisão. Basicamente, disseram-nos que iam proceder a uma investigação sobre a nossa associação e que iríamos ser contactados por um membro do comité executivo”, explica. “A verdade é que nunca fomos contactados por ninguém por parte da Federação Internacional de Jornalistas.”

 

Perante a ausência de contactos e tendo em conta o teor do relatório, para o presidente da AIPIM há uma única conclusão a retirar: “A FIJ não está a ser isenta, independente e imparcial, uma vez que não está a ouvir todas as partes. É missão do jornalismo ouvir todas as partes, algo que esta organização pura e simplesmente não está a fazer”.

 

O relatório da Federação Internacional de Jornalistas e o modo como foi elaborado o documento levou a AIPIM a emitir hoje um comunicado sobre a matéria.