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IPM pretende abrir curso livre de literatura portuguesa
Segunda, 26/01/2015

O Instituto Politécnico de Macau (IPM) planeia lançar um curso livre de literatura portuguesa, virado em particular para os escritores portugueses com alguma relação a Macau. O Centro Pedagógico e Científico está agora a reunir interessados para arrancar com a iniciativa logo a seguir ao ano novo chinês.

 

Em declarações à Rádio Macau, o director do centro, Carlos André, explicou que este curso procura aproveitar os conhecimentos de José Carlos Seabra Pereira. “Esta iniciativa resultou do facto de nós termos a sorte de ter a colaborar aqui no Centro um prestigiado professor da Universidade de Coimbra, José Carlos Seabra Pereira, que é um professor de literatura muito conceituado, membro de grande parte dos júris de prémios de literatura em Portugal, e que está como professor visitante este ano lectivo”.

 

Para a iniciativa começar já em Fevereiro é preciso criar uma turma com pelo menos oito pessoas. Carlos André acredita que haverá entre a comunidade portuguesa e também entre aqueles que têm apreço pela cultura e literatura portuguesas “um gosto por um curso desta natureza, que é livre, portanto, aberto a pessoas sem formação específica”.

 

Com o nome “viagem textual e identidades abertas – a Oriente do Oriente”, este curso pretende cruzar as visões de escritores que dedicaram parte das obras a Macau. “Cruza duas visões que é a literatura portuguesa do Oriente e o Oriente e a literatura portuguesa. Para exemplificar, não se pode falar da literatura portuguesa do Oriente sem se falar em Camilo Pessanha ou em Venceslau de Morais. Mas se quisermos falar do Oriente e a literatura portuguesa nós temos de falar em autores que só de passagem conhecerem o Oriente, casos de Eugénio de Andrade ou de Miguel Torga, por exemplo”.

 

O curso livre de literatura portuguesa do IPM é dividido por 15 semanas, em princípio as aulas são de duas horas todas as quartas-feiras das 18h às 20h, embora o horário possa ser ajustado à disponibilidade dos alunos. A propina custa mil patacas ao público em geral e 500 patacas aos estudantes e professores.

 

Nestas declarações, o professor Carlos André também avançou que começam daqui a poucos dias os cursos de português para funcionários do IPM e ainda para diplomatas chineses à espera de serem colocados em países lusófonos. Os primeiros dois diplomatas chineses vão ter formação durante cerca de seis meses, enquanto o curso para funcionários do politécnico vai ter a duração de 15 semanas.