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Consultora prevê subidas nas rendas de 5 a 10 por cento
Quarta, 21/01/2015

A consultora Jones Lang LaSalle (JLL) prevê subidas de cinco a 10 por cento este ano para os valores das rendas da habitação e dos escritórios. O mercado de comércio a retalho é o único que deve desvalorizar. A consultadora apresentou esta tarde as previsões para o imobiliário de Macau.

 

A consultora JLL prevê que, este ano, os prédios residenciais vão manter a tendência de valorização. As rendas das casas também continuarão a crescer, embora a um ritmo mais lento do que no ano passado. Os aumentos devem fixar-se entre os cinco e os 10 por cento.

 

Gregory Ku explicou essa estimativa com a “oferta muito limitada de casas em Macau face à procura, sobretudo, por parte de trabalhadores não residentes”. O analista da JLL acrescentou que os novos projectos de jogo no COTAI irão ainda trazer muitos mais trabalhadores estrangeiros a Macau.

 

A previsão de crescimento das rendas só não é mais elevada porque “a maioria dos trabalhadores não residentes é da classe média ou mais baixa e não tem capacidade económica para pagar mais”. Tendo em conta este cenário, Gregory Ku reconhece que cada vez mais trabalhadores vão ser obrigados a arrendar casas em Zhuhai ou na Ilha da Montanha. Já quem quiser ficar em Macau, tem de ponderar a hipótese de partilhar casa.

 

A JLL espera também uma subida entre cinco a 10 por cento para o mercado dos edifícios comerciais. Oliver Tong, outro analista da consultora, realça que neste sector, a procura é ainda muito mais superior à oferta. A previsão da JLL para os edifícios comerciais só não é mais elevada, porque os empresários com menos dinheiro começaram a arrendar escritórios em edifícios comerciais, que ficam nos arredores. Só no ano passado, as rendas dos escritórios no centro da cidade cresceram mais de 60 por cento.

 

A única estimativa de quebra da Jones Lang Lasalle é para o mercado do comércio a retalho. As rendas devem baixar 10 por cento, na sequência do abrandamento das receitas do jogo. Já o ano passado, se tinha registado uma quebra de 3,3 por cento nas rendas em comparação com 2013.