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Alexis Tam promete mais apoios para deficientes mentais
Terça, 20/01/2015

O Governo está a ponderar adquirir fracções em edifícios industriais para que haja mais espaço para as associações que trabalham no apoio a deficientes mentais. A ideia, que ainda está a ser amadurecida, foi hoje revelada pelo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura.

 

“O Governo poderá adquirir algumas instalações, algumas fracções em edifícios industriais, para transformar em oficinas para os portadores de deficiências mentais. Nós temos meios, porque não fazemos? Daqui para a frente vamos fazer”, afirmou, destacando porém que precisa de tempo. “Tomei posse só há um mês. Um ano se calhar não chega. De certeza absoluta que nos próximos dois ou três anos poderemos ver uma situação melhor.”

 

A promessa de Alexis Tam foi feita depois de uma manhã passada em duas instituições de apoio a deficientes mentais. O secretário quis conhecer de perto os problemas de quem trabalha com um grupo social frágil e foram muitas as questões apresentadas ao secretário: falta espaço, as rendas sobem de um dia para o outro, não há recursos humanos especializados suficientes e os meios financeiros podiam ser mais elevados. O que há em excesso é a procura, apontou a Associação dos Encarregados e Familiares dos Deficientes Mentais de Macau. A trabalhar há 25 anos, o organismo diz que há cada vez mais pessoas a precisarem de ajuda.

 

Pelas contas da associação, há 1145 portadores de deficiências mentais no território, sendo que 68 por cento têm menos de 18 anos. Menos de cem destes deficientes são reconhecidos pelo Governo para a atribuição do subsídio provisório de invalidez, um apoio que a associação gostaria de ver alargado a mais pessoas.

 

Estas ideias foram deixadas a Alexis Tam no centro Amanhecer, um espaço na zona norte destinado a crianças com deficiências. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura ouviu as queixas e chegou a uma conclusão: “Hoje em dia o Governo tem condições, tem meios financeiros para ajudar. Já ajudamos, mas penso que ainda podemos fazer melhor. Podemos ajudar mais, dar mais apoio financeiro, arranjar mais instalações, porque os pais estão preocupados com os filhos”.

 

Uma das questões levantadas junto de Alexis Tam tem que ver com o envelhecimento duplo – pais que envelhecem com filhos deficientes que jamais serão independentes. Entre as sugestões deixadas ao secretário está a criação de lares que acolham pais e filhos.

 

Na lista de preocupações, a terapia ocupacional: a associação defende a criação de empresas sociais que possam dar emprego a quem tem deficiências mentais. Foi numa instituição deste género, pioneira no território, que o secretário esteve logo a seguir – a Fuhong, presidida por Fátima Campos Ferreira, debate-se com falta de espaço. Alexis Tam prometeu ajudar.

 

Numa visita a associações que prestam apoio à comunidade chinesa, o secretário salientou que é preciso não esquecer as outras comunidades, as que não falam chinês: “Podemos recrutar mais técnicos. Temos alguns, mas são chineses e também não chegam. Em relação à comunidade portuguesa, podemos, através da contratação de técnicos e especialistas, apoiar crianças autistas”. O secretário mostra a mesma preocupação em relação à comunidade filipina.

 

À semelhança do que diz para a saúde, o governante defende que, à falta de técnicos cá dentro, a solução para a área do apoio social é ir buscar lá fora.