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Metro: CA volta a criticar atrasos e ausência de orçamento
Segunda, 19/01/2015

No terceiro relatório à primeira fase do metro ligeiro, o Comissariado de Auditoria (CA) volta a criticar os atrasos dos trabalhos, a falta de um orçamento claro e a falta de controlo por parte do Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes (GIT).

 

O metro ligeiro na Taipa esteve inicialmente previsto para 2007, mas, nota o CA, os atrasos têm vindo a suceder-se. As últimas previsões eram agora para Junho de 2015, no entanto, nas quatro obras em curso na Taipa os atrasos variam entre 250 dias e cerca de um ano. Por isso, considera o CA, “o mais preocupante é o GIT continuar a não acompanhar e controlar eficazmente o impacto das duas revisões da linha de Macau na execução das obras, o que, por sua vez, explica a falta de previsão para a entrada em funcionamento da primeira fase do metro ligeiro”.

 

Em termos de orçamento, o CA volta a apontar o dedo ao GIT, tal como tinha já acontecido no relatório em 2012. O valor do metro passou de 1500 milhões de patacas previstos em 2009, para 14 mil 273 milhões de patacas, mas o GIT, lê-se no relatório, continua “a afirmar não ser possível apresentar uma nova estimativa do investimento global do empreendimento, por ausência, segundo o mesmo, duma solução definitiva para o traçado da linha de Macau”. Algo que, entende o organismo, é “preocupante”.

 

O CA entende que a execução das obras da linha do metro de Macau terá de ser iniciada “o mais rápido possível”. O valor já estimado para a linha de metro em Macau é de 4623 milhões de patacas, mas, lê-se, “poderá vir a constituir um encargo adicional anual de mais de mil milhões de patacas”.

 

O relatório alerta ainda que, apesar das sanções e indemnizações que possam estar previstas nos contratos, “a verdade é que a reparação pecuniária não compensa os custos sociais causados com o atraso das obras, nomeadamente no que respeita aos transtornos nas deslocações diárias e à continuação dos problemas de trânsito e a uma maior pressão sobre a actuação do Governo”.

 

Para o Comissariado de Auditoria “o GIT, enquanto entidade coordenadora do empreendimento, deve definir um plano de trabalho mais detalhado e fundamentado, tendo como prioritário o interesse geral da Região e dos cidadãos”.