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Tsui Wai Kwan acusa Novo Macau de se aliar ao exterior
Segunda, 12/01/2015

Tsui Wai Kwan acusa a Novo Macau de traição e de se aliar ao exterior contra o território. Tudo porque o deputado nomeado pelo Chefe do Executivo não gostou que a associação tenha questionado a legalidade de o Governo proibir a entrada de pessoas em Macau com base na lei de segurança interna.

 

Numa interpelação no período antes da Ordem do Dia, na Assembleia Legislativa, Tsui considerou que a Associação Novo Macau teve “segundas intenções” quando apresentou uma queixa ao Comissariado Contra a Corrupção.

 

O grupo liderado por Sulo Sou, recordou o deputado nomeado, “criticou as autoridades policiais por abuso da lei” e “questionou ainda a eventual ilegalidade administrativa e a prevalência do factor político sobre a lei”, depois de ter sido barrada a entrada em Macau a várias pessoas recentemente, incluindo um bebé e Emily Lau, a deputada e presidente do Partido Democrático de Hong Kong.

 

De acordo com Tsui Wai Kwan, a Associação Novo Macau “tem precedentes no que respeita a aliar-se ao exterior contra Macau”. O deputado afirmou que, “aquando da legislação sobre o artigo 23º [relativo à defesa da segurança nacional], em conluio com indivíduos do exterior, tentou ajudá-los a entrar em Macau, a fim de criar a confusão, ofender a população de Macau e atropelar o nosso direito e a nossa dignidade”.

 

O deputado afirmou mesmo que “não é demais apelidar aquele grupo de ‘Wu Sangui’”, referindo-se ao general que na história chinesa é considerado um traidor da dinastia Ming por ter ajudado os manchus a estabelecer a dinastia Qing.

 

Tsui Wai Kwan não explicou que “segundas intenções” teria a Novo Macau na apresentação da queixa ao Comissariado Contra a Corrupção, mas defendeu que “as autoridades actuaram de acordo com a lei” e que “em todos os países existem políticas e leis que permitem o impedimento da entrada a pessoas inadmissíveis”.

 

Segundo o deputado, “é responsabilidade das autoridades policiais salvaguardar a estabilidade e prosperidade de Macau, assegurar a paz social, defender e aplicar a legislação de Macau”, algo que “constituiu motivo de queixa para a Novo Macau”. Para Tsui Wai Kwan, trata-se de uma “pouca vergonha”.