Em destaque

18 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.20602 patacas e 1.1314 dólares norte-americanos.

Tommy Lau quer mais residentes a falar português
Segunda, 12/01/2015

“Há que dar importância e valorizar a continuidade da difusão das características culturais e costumes tradicionais de Portugal em Macau”, defendeu Tommy Lau, esta tarde, na Assembleia Legislativa. O deputado nomeado pelo Chefe do Executivo considera que é preciso “colaborar com o Governo Central na criação de uma importante plataforma para a cooperação económica entre Macau e a Ásia, pois a língua portuguesa é muito importante, ao nível da cultura, da economia, da ciência e da tecnologia”.

 

Considerando que “a situação da generalização da língua portuguesa tem melhorado nos últimos anos, verifica-se uma tendência de descida”.

 

O empresário do sector da construção civil entende que “há margem para melhoria no que respeita à capacidade dos residentes ao nível do português”.

 

No sentido de concretizar a ideia de transformar Macau numa plataforma para a lusofonia, Lau quer que se avançe “em primeiro lugar com o aumento das capacidades linguísticas dos residentes ao nível do português”, sendo “o próximo passo aproveitar a generalização da língua portuguesa entre os estudantes e caminhar rumo ao aumento da utilização do português em contextos mais específicos”.

 

Uma das medidas que o deputado sugere é que “o ensino do português comece logo no primeiro ano do ensino secundário ou mesmo primário”.

 

Para outros níveis de ensino, Tommy Lau propõe “definir a formação a dar aos alunos que frequentam os últimos anos do secundário e que estejam interessados em aprender um português mais profissional”, uma formação que deve “incluir visitas de estudo que abordem a cultura portuguesa”.

 

“Quanto aos alunos locais que já dominam a língua portuguesa”, acrescentou o deputado, “para além de lhes facultar formação profissional em português, devem ser-lhes proporcionadas oportunidades de estágio em empresas tanto públicas como privadas”.