Em destaque

18 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.20602 patacas e 1.1314 dólares norte-americanos.

Quase um quarto dos adolescentes com problemas de ansiedade
Domingo, 30/11/2014

Um estudo levado a cabo por dois investigadores da Associação Baptista Oi Kwan Serviço Social de Macau concluiu que “22 por cento dos adolescentes de Macau enfrentam problemas graves de ansiedade”.

 

De acordo com Pou-Chan Lo e Sau-Kam Chan, os autores da pesquisa publicada este mês no Open Journal of Social Sciences, os resultados servem de alerta para uma situação que pode vir tornar-se preocupante.

 

“Ainda que os dados mostrem que a maioria dos estudantes do ensino secundário estão numa situação ‘normal’, há uma parte com uma saúde mental que não é a ideal, e que precisa de atenção”, escrevem os investigadores, lamentando que, “até agora, não existiam pesquisas focadas na saúde emocional dos adolescentes em Macau”.

 

Neste trabalho que é apresentado como o primeiro retrato da saúde emocional dos jovens de Macau e a sua situação em termos de depressão, ansiedade e stresse, foram entrevistados alunos de oito escolas secundárias. A maioria, 70 por cento, tinha entre 12 e 15 anos de idade.

 

Os dados recolhidos mostram que “22 por cento dos adolescentes têm sintomas graves a muito graves de ansiedade”, enquanto “11 por cento têm sintomas graves a muito graves de depressão”, a mesma percentagem dos que têm problemas graves a muito graves de stresse.

 

Os sintomas de depressão são irritabilidade, desespero, desvalorização pessoal e da vida, falta de interesse pelos outros ou pelo que os rodeia, e um sentimento de impossibilidade de felicidade. Já a ansiedade inclui nos sintomas reacções fisiológicas, como tremores das mãos, dificuldade em respirar, reacções musculares e batimento cardíaco anormal sem haver esforço físico.

 

Na origem destes problemas estão o estudo e o futuro, algo que os investigadores também relacionam com a cultura chinesa, na qual a educação “é sempre considerada um instrumento de mobilidade social”.

 

Outra fonte importante de problemas para 18 por cento dos jovens é a aparência física.

 

O estudo mostra, ainda, que “cerca de metade dos jovens que enfrentam dificuldades raramente ou nunca falam desses problemas com outros, não libertando a ansiedade, nem resolvendo as questões”.

 

Os investigadores alertam que “se a depressão e a ansiedade nos adolescentes não forem tratadas, a situação pode ter consequências graves”. Por isso, apelam aos pais e educadores para que prestem uma maior atenção aos problemas emocionais dos jovens. Do mesmo modo, os investigadores defendem que este tema seja alvo de análise e estudo uma vez por ano.