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Engenheiros: Bastonário angolano destaca presença da China
Quinta, 27/11/2014

Angola quer ser uma referência para o desenvolvimento de África e, neste contexto, a engenharia é uma área essencial. A ideia é defendida pelo bastonário da Ordem dos Engenheiros de Angola. José Dias está em Macau para participar no Congresso dos Engenheiros de Língua Portuguesa, que hoje começou, e relativiza as críticas à forte presença chinesa no sector da construção.

 

O país tem falta de engenheiros – porque os angolanos preferem áreas que fujam ao estudo da matemática, justifica o bastonário –, mas o desenvolvimento que conquistou nos últimos anos faz com que defenda que o país pode ser um exemplo para o resto de África. Angola, acrescenta José Dias, tem contado com o apoio de Portugal e da China, um apoio muito visível.

 

A China nem sempre é vista com bons olhos no sector da construção. Questionado sobre as dificuldades que os engenheiros encontram para garantir a qualidade num país onde se constrói com urgência, o bastonário não dá uma resposta directa. “É no quadro da cooperação que se podem estabelecer esses parâmetros de qualidade, de maneira a que as obras sejam bem feitas. Aliás, estamos a formar engenheiros nos mais diversos quadrantes do globo – na China, em Portugal, nos Estados Unidos, na Rússia, em Itália, em França – e isso é um suporte fundamental de garantia dessas obras.”

 

Ainda esta semana, de Angola chegavam queixas sobre a mão-de-obra que as empresas chinesas levam para o país. O bastonário da Ordem dos Engenheiros considera que no mundo globalizado não há volta a dar. “Neste mundo globalizado, contamos com a concorrência e com a colaboração de todos. Esta cooperação é um dar e receber. Nós, como angolanos, temos de garantir esta satisfação para sermos integrados na concorrência”, afirma, acrescentando que Angola é um país grande onde deve haver espaço para todos.