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Neto Valente: Curso em chinês da UM não ensina o que deve
Sábado, 22/11/2014

A decisão do Tribunal de Segunda Instância tem de ser respeitada e, por isso, a Associação dos Advogados vai passar a aceitar os licenciados pela Universidade de Ciência e Tecnologia. A ideia é reiterada por Jorge Neto Valente no programa Rádio Macau Entrevista, que vai hoje para o ar ao meio-dia.

 

“Embora a associação não concorde nada com essa decisão não tem outro remédio, já que não há recurso. A decisão vai ser cumprida. Não pode haver duas opiniões sobre isso. A decisão do Tribunal de Segunda Instância vai ser cumprida, mas isso não significa que o nível de exigência vai baixar”, avisa.

 

Jorge Neto Valente dá um exemplo sobre a formação dos alunos da Universidade de Ciência e Tecnologia, ao dizer que “não há notícia de que os que estudam Direito da China em Macau tenham conseguido exercer actividade jurídica na China”, porque é preciso fazer um exame e os alunos não passam. O mesmo acontece nos cursos de acesso à magistratura em Macau, acrescenta.

 

“Já houve muitos diplomados pela Universidade de Ciência e Tecnologia que concorreram aos cursos para magistrados, mas não houve um, até agora, que conseguisse passar. Enquanto não mudarem o programa dos cursos, não arranjarem professores a sério, não de empréstimo, não vai ser possível. O Governo devia avaliar os cursos. Macau tem cerca de 800 cursos superiores. Fazem falta a Macau? Estes cursos não servem para nada”, afirma.

 

O presidente da Associação dos Advogados deixa também críticas ao ensino na Universidade de Macau: “O curso em língua chinesa não tem o valor que devia ter. Os candidatos que passam no exame de admissão [à profissão de advogado] depois vão ter de aprender matérias de que não sabem suficientemente. A associação, durante o estágio, está a dar uma parte escolar que, em rigor, não devia dar. Tudo isto tem que ver com a qualidade dos professores e a qualidade da bibliografia. Não tem nada que ver com a língua”.