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Antiga UM: Universidade da Cidade de Macau é a única privada
Sexta, 14/11/2014

Já está decidido o futuro da antiga Universidade de Macau. A Universidade da Cidade de Macau (UCM) é a única instituição privada que, para já, vai ter direito a ocupar parte das instalações. O resto é para os estabelecimentos de ensino superior públicos e para serviços da Administração.

 

Não se sabe ainda quanto é que vai pagar de renda, mas a universidade ligada a Chan Meng Kam é a única que vai ter direito a ocupar parte da antiga Universidade de Macau. O coordenador do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior, Sou Chio Fai, admitiu que mais quatro instituições privadas fizeram pedidos ao Governo, mas não as identificou. A UCM acabou por ser a escolhida: “Temos de ver as necessidades de cada instituição de ensino superior. A UCM tem vindo a formular pedidos ao Governo da RAEM requerendo o empréstimo de determinados locais, de determinadas instalações para o seu funcionamento e, por isso, tendo em conta esta situação, menos de um quarto do espaço do antigo campus é afecto à Universidade da Cidade de Macau”.

 

Ao todo, a UCM vai ocupar mais de 37.600 metros quadrados – o edifício administrativo e outros sete edifícios, entre eles o centro cultural. Sou Chio Fai vinca que a universidade vai ter de cumprir critérios: a qualidade de ensino é um deles; outro é a manutenção das actuais instalações que detém.

 

Neste exercício de retalho do que um dia foi a Universidade de Macau na Taipa, cabem 23 mil metros quadrados ao Instituto de Formação Turística, que vão permitir concentrar os dormitórios dos alunos e alargar, no futuro, a oferta de cursos nocturnos.

 

Contemplado é também o Instituto Politécnico: são 30 mil metros quadrados que, explica o reitor Lei Heong Iok, vão possibilitar à instituição deixar de depender de arrendamentos a privados, mas que não chegam para alargar o projecto educativo.

 

A Universidade de Macau fica com o espaço onde funcionava a biblioteca – já se sabia que vai ser transformado para leccionar cursos nocturnos. É ali também que vão continuar a ser desenvolvidos alguns projectos de investigação.

 

Depois, os Serviços de Administração e Função Pública vão ocupar o Edifício do Jubileu de Prata: são 14.500 metros quadrados para dar formação a funcionários públicos. O director José Chu gostaria de ver ali nascer uma verdadeira faculdade de Administração.

 

Ao Instituto do Desporto couberam as instalações desportivas – José Tavares explicou que os campos de ténis e de squash vão ser renovados para depois serem disponibilizados ao público. Só falta o dinheiro ser libertado pelos Serviços de Finanças. Os Serviços para os Assuntos de Tráfego ficam com os parques de estacionamento para gerir.