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Coutinho: Sónia Chan alvo de “recompensa” devido a referendo
Terça, 11/11/2014

Pereira Coutinho considera que Sónia Chan Hoi Fan, coordenadora do Gabinete para a Protecção dos Dados Pessoais apontada pelo jornal Ou Mun para o lugar de secretária para a Administração e Justiça, está a ser “recompensada” pelo papel que desempenhou durante a realização do referendo civil sobre o sufrágio universal para o Chefe do Executivo, no passado mês de Agosto.

 

Instado pelos jornalistas, na Assembleia Legislativa, a comentar a lista que o jornal Ou Mun hoje revelou com os nomes dos titulares dos principais cargos, Coutinho afirmou que “não se percebe muito bem como é que uma coordenadora de um gabinete consegue subir até ao posto [secretária]. Parece que se trata de uma recompensa pelo facto de ter utilizado a arma dos dados pessoais para deitar abaixo o referendo sobre a eleição directa do Chefe do Executivo”.  

 

No passado 24 de Agosto, o primeiro dia do referendo civil organizado por três organizações pró-democracia, cinco activistas, incluindo Jason Chao, foram detidos por várias horas para averiguações na sequência de uma notificação do Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais para que “parassem imediatamente a recolha de dados pessoais” na votação. Em comunicado, o gabinete coordenado por Sónia Chan explicou que, “tendo observado que as instituições não pararam o tratamento segundo a nossa notificação, este Gabinete transferiu o caso aos órgãos de polícia criminal para acompanhamento”. Esta decisão implicou, ainda, que a votação presencial no referendo informal tivesse sido suspensa, tendo continuado a existir, apenas, a possibilidade de voto ‘online’.

 

Para Pereira Coutinho, a inclusão de Sónia Chan na lista que o Ou Mun revelou “foi uma recompensa e também para o juiz [Ip Song Sang, avançado pelo jornal como futuro procurador da RAEM], que tem feito o trabalho na comissão eleitoral para o Chefe do Executivo e Assembleia Legislativa. Acho que alguns directores de serviço não estão contentes por terem sido ultrapassados em termos de experiência, anos de serviço e antiguidade”.

 

Ainda assim, o deputado concorda que deve haver mudanças no Governo: “O Chefe do Executivo utilizou o argumento dos 15 anos [de serviço] para mudar a equipa. Eu acho que esse princípio está correcto porque não há razão em contrariar a Lei Básica, quando o Chefe do Executivo só tem direito a dois mandatos”.