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Estudo conjunto analisa qualidade do ar na região do Delta
Sexta, 07/11/2014

Analisar o impacto das partículas PM 2,5, o agente poluente mais letal que flutua no ar, é o objectivo de um estudo conjunto que Macau, Hong Kong e Guangdong vão levar a cabo nos próximos 30 meses. Trata-se da primeira iniciativa ao abrigo do protocolo de combate e prevenção à poluição atmosférica, assinado no passado mês de Setembro. A ideia, segundo revelou o governo de Hong Kong, consiste em perceber melhor a degradação da qualidade do ar na região do Delta do Rio das Pérolas.

 

Devido ao “rápido crescimento económico e industrial dos últimos 30 anos, a qualidade do ar no Delta do Rio das Pérolas entrou em declínio”, afirma, num comunicado, a subsecretária para o Ambiente do governo de Hong Kong, Christine Loh, que classifica a poluição atmosférica como um “problema regional”.

 

A culpa, diz a governante, recai sobre as partículas com diâmetro de 2,5 micromilímetros – são as mais perigosas, pois devido à reduzida dimensão podem atingir directamente os pulmões, causando sintomas como dificuldades respiratórias e tosse.

 

Para o governo de Hong Kong, que divulgou esta iniciativa, a investigação que deverá estar concluída em 2017 prova a “determinação” no combate à poluição por parte dos executivos das três regiões.

 

A organização não-governamental Clean Air Network, de Hong Kong, reagiu, em comunicado, afirmando que “saúda” o estudo, numa altura em que “a poluição do ar é cada vez mais um problema regional”.

 

Segundo a Clean Air Network, em Hong Kong, no ano passado, a concentração anual de partículas PM 2,5 foi de 33 microgramas por metro cúbico de ar, valor que está “muito acima dos padrões recomendados pela Organização Mundial de Saúde”.

 

Em Macau, de acordo com as informações divulgadas na página electrónica dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos, entre as 16 horas de quinta-feira e as 16 horas desta sexta-feira, a concentração das partículas PM 2,5 variou entre os 30 e os 140 microgramas por metro cúbico do ar, valores muito acima dos níveis considerados seguros para a saúde.

 

Foi apenas em Julho de 2012 que começaram a ser disponibilizados em Macau os valores relativos à observação de partículas finas em suspensão PM2,5. Ao longo do ano passado, na estação que mede a qualidade do ar na berma de rua, instalada na Rua do Campo, observaran-se 61 dias em que a concentração de partículas finas em suspensão PM2,5 tinha valores que excederam o padrão, segundo as Estatísticas do Ambiente 2013.