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Centros de Saúde têm de conservar melhor dados dos utentes
Sexta, 07/11/2014

Os seis centros de saúde de Macau receberam boa nota do Conselho Australiano de Normas de Saúde, obtendo aprovação em todos os 26 critérios de acreditação de centros clínicos diurnos. A avaliação feita por este conselho não abrange o rácio pessoal médico/pacientes nem a qualidade dos profissionais de saúde. As recomendações deixadas estão relacionadas, por exemplo, com a protecção dos dados pessoais dos utentes.

 

Os representantes do Conselho Australiano de Normas de Saúde sublinham que muitos países e regiões sofrem com o problema de falta de pessoal médico e de dificuldade de recrutamento. Por isso, quando avaliam a qualidade dos centros de saúde têm em conta apenas o resultado final, isto é, o que conseguem fazer com os recursos e materiais que têm.

 

Nesse sentido, Macau tem feito um bom trabalho, realçou a presidente do Conselho Australiano, Karen Linegar. “O que eu acredito é que o pessoal médico que trabalha nos centros de saúde de Macau faz o melhor que pode para disponibilizar bons cuidados de saúde. É sempre um desafio quando se precisa de mais médicos ou enfermeiros. O certificado que passámos é já de serviços com um padrão bastante elevado”, disse, aos jornalistas.

 

Os representantes desse conselho preferiram não dizer quais as recomendações menos positivas que constam do relatório feito para os Serviços de Saúde de Macau. Mas o subdirector desses serviços, Cheang Seng Ip, informou os jornalistas sobre os aspectos a alterar, que incluem melhorias na “conservação dos dados pessoais dos doentes para garantia de confidencialidade” e “mais espaços”. “Nos centros de saúde os doentes são todos colocados no mesmo espaço. Nos próximos anos, vamos ter mais cinco centros de saúde, portanto, este problema poderá ser melhorado”, acrescentou.

 

Ainda assim, os peritos do Conselho Australiano de Normas de Saúde consideram que a qualidade dos serviços dos centros de saúde é boa. As práticas adoptadas, e os serviços de administração e de gestão estão ao mesmo nível, por exemplo, de Hong Kong e da Nova Zelândia.