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Indústrias Culturais com cinco novos grupos de trabalho
Quarta, 05/11/2014

O Conselho para as Indústrias Culturais (CIC) vai passar a contar com cinco grupos de trabalho – a ideia é especializar tarefas para melhor desenvolver o sector. Segundo o vice-presidente do Conselho, Chui Sai Peng, um desses grupos terá como missão o levantamento estatístico de dados que possam contribuir para a promoção deste tipo de indústrias.

 

“[O objectivo é] termos dados significativos para as próprias indústrias criativas. Há muito trabalho a fazer, por isso, este grupo vai ser particularmente importante e o director dos Serviços de Estatística e Censos vai liderá-lo”, explicou o também deputado, em declarações aos jornalistas.

 

Além do grupo destinado ao tratamento de dados estatísticos sobre o sector, vão ser também criados um grupo destinado à coordenação das políticas – que vai ser chefiado pelo próprio secretário para os Assuntos Sociais e Cultura e que vai contar com representantes de 12 departamentos governamentais –, um grupo encarregue da área da cooperação regional e dos estudos de políticas, um grupo de design criativo e de colecções artísticas e, ainda, um grupo ligado aos sectores multimédia e das performances culturais. Os grupo vão ainda ser formados, não havendo, para já, um calendário para a apresentação de trabalhos concretos.

 

Chui Sai Peng falava aos jornalistas no final daquela que foi a segunda reunião plenária ordinária deste ano do CIC, uma sessão em que foi apresentado um estudo com algumas recomendações sobre as políticas a desenvolver para promover o sector das indústrias culturais. Chui Sai Peng não adiantou pormenores sobre o documento, mas adiantou que uma das sugestões passa por criar medidas que facilitem a entrada de pequenas e médias empresas na Ilha da Montanha: “Os grandes projectos conseguem entrar directamente, mas há pequenas e médias empresas que queriam tentar entrar [neste mercado], mas não conseguem cumprir os critérios mínimos. Por isso, talvez fosse possível criar um organismo que as ajudasse a agarrar oportunidades ali, a investir. [....] Diferentes estruturas poderiam estar sob a alçada do Governo de alguma forma, para que pudessem começar a desenvolver o seu negócio, a usar os recursos necessários para esse arranque, na Ilha da Montanha ou noutros locais ao abrigo da cooperação regional, na zona de Guangdong.”

 

Para já, a recomendação é apenas uma ideia entre várias que hão-de ser analisadas pelo Governo. O importante, diz o também deputado, é que se passe à acção, em vez de se ficar apenas no campo das palavras.

 

Quanto ao novo Fundo das Indústrias Culturais (FIC), a análise das centenas de candidaturas recebidas está ainda a decorrer. “Parece-me que é um processo muito sério. Os membros desta comissão [de avaliação de projectos] estão a dedicar muita energia e tempo para garantir que o dinheiro é bem gasto. Parece-me uma forma muito responsável de lidar com o erário público”, comentou Chui Sai Peng, que lembrou que o facto de o Fundo dispor, à partida, de 200 milhões de patacas para financiamento, não deve significar que o dinheiro seja distribuído sem a devida ponderação. O vice-presidente do CIC disse ainda não saber quando vão ser revelados os resultados destas candidaturas ao FIC.