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CE nega interesses por detrás do regime de garantia
Quinta, 29/05/2014

Na conferência de imprensa, desta manhã, em que anunciou que vai retirar da Assembleia Legislativa o regime de garantias dos titulares do cargo de Chefe do Executivo e dos principais cargos a aguardar posse, em efectividade e após cessação de funções, Chui Sai On afastou também a ideia da existência de interesses privados por detrás do diploma. O Chefe do Executivo explicou que agora seguem-se três etapas, mas o Governo só avança com uma nova proposta de lei se a população concordar. 

 

“Vamos entregar à Assembleia Legislativa o pedido para que retire a proposta de lei. Em segundo lugar, vamos recolher todas as opiniões. Na terceira etapa, a secretária para a Administração e Justiça vai elaborar um documento de consulta pública para ouvir de forma ampla a opinião da sociedade”, disse o líder do Governo, depois de uma reunião do Conselho Executivo.

 

O Chefe do Executivo insiste que o regime de garantias não é feito, nesta altura, para beneficiar interesses próprios ou de outros. “É uma criação de boa fé e não um regime com intenções escondidas ou com outros propósitos que possam recear. Não. O que queremos é fazer um bom regime para Macau”.

 

Para demonstrar isso mesmo, promete doar todo o dinheiro à caridade. “Eu sou gordo, mas não vou engordar com este dinheiro”, disse ao revelar que toda a verba que tiver direito a receber através do regime será entregue a instituições sociais locais, às quais já “telefonou”.

 

O Chefe do Executivo também afastou a ideia de ter havido a identificação de estudantes que participaram nas manifestações. De acordo com notícias divulgadas na imprensa, alunos queixaram-se de ter recebido uma reprimenda, nomeadamente na escola Hou Kong, por participarem nas manifestações. Chui Sai On sublinhou que os manifestantes “cumpriram a lei” e “protestaram de forma pacífica”.