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Coutinho arrasa Chan Chak Mo e Lam Heong Sang
Quarta, 28/05/2014

José Pereira Coutinho afirma que a Assembleia Legislativa (AL) sai mais fraca, depois dos últimos dias de contestação ao regime de garantias para os principais cargos. A proposta de lei recebeu luz verde dos deputados da segunda comissão, mas, ontem, o plenário acabou por aprovar um ofício do Chefe do Executivo, que pedia a reapreciação do diploma.

 

“Se eu se fosse presidente da segunda comissão demitia-me do cargo porque isto é vergonhoso. Até onde pode ir a baixeza, pondo os interesses individuais e pessoais à frente de todos, os princípios básicos, éticos, profissionais e de interesse comum da população geral de Macau? Ontem, viu-se tudo. O que é a Assembleia”, critica.

 

Pereira Coutinho defende ainda que o vice-presidente da AL “não está à altura do cargo”. No passado sábado, Lam Heong Sang acusou um jornalista de ser “de baixo nível”, quando este questionava-o sobre a data de votação do regime de garantias para os principais cargos.

 

“Foi posto de pára-quedas, numa combinação do Governo, da Associação Geral dos Operários de Macau e da Associação Comercial de Macau. E é assim que ele está lá. Portanto, uma pessoa que, de repente, usava chinelos e passa a usar fato e gravata, não percebe patavina da responsabilidade que é ser vice-presidente. Um vice-presidente tem de ser uma pessoa que, de facto, dignifique o cargo que exerce”, argumenta o deputado.

 

As declarações de Pereira Coutinho foram feitas à margem de uma mesa redonda sobre violência doméstica, que teve lugar, esta tarde, na Universidade de São José. A iniciativa juntou especialistas de Macau e dos Estados Unidos da América.