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Governo mantém segredo sobre a nova operadora de autocarros
Terça, 27/05/2014

O secretário para os Transportes e Obras Pública, Lau Si Io, esteve, esta manhã, na Assembleia Legislativa para apresentar aos deputados os trabalhos que visam a entrega da gestão da Reolian com dispensa do concurso público. À saída, Lau Si Io disse que está ainda a negociar com a empresa interessada e, por isso, não quis revelar quem deve substituir o Governo na gestão da empresa falida.

 

Em declarações aos jornalistas, o secretário acrescentou que as negociações devem terminar “o mais brevemente possível”, altura em que vai “divulgar as informações ao público”. Lau Si Io garantiu ainda que “apesar do tempo ser curto”, o Governo “não vai baixar as exigências” em relação à nova operadora.

 

O secretário avançou ainda que, entretanto, contratou uma empresa de consultadoria para perceber quais as despesas que o Governo teve com a Reolian durante os seis meses de gestão, para assim, determinar um limite para a operadora que se segue. “Esse vai ser um número para qualquer novo operador seguir e não pode ultrapassá-lo”, disse, apontando que o Executivo está também a negociar com a empresa interessada na gestão da Reolian para ver se é possível até reduzir as despesas.

 

Já o presidente da comissão de acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas da Assembleia Legislativa, que recebeu o Governo, adiantou que a empresa que vai tomar a gestão da Reolian deve ser nova, embora seja exigida experiência técnica na área. “O Governo estipulou certas condições. A empresa deve ter capacidade técnica e profissional e experiência adequada no exercício da actividade de transportes colectivos. Apesar de ser uma empresa nova, na sua composição, nos seus sócios, podemos ver, de acordo com a explicação do Governo, que vai dar a gestão, de certeza, a uma empresa com capacidade técnica e profissional”.

 

À saída da reunião, o secretário Lau Si Io aproveitou ainda para voltar a justificar a dispensa de concurso público para a gestão da Reolian, com a falta de tempo e com a necessidade de garantir os postos de trabalho e evitar mais prejuízos para a empresa. “Normalmente são necessários nove meses para fazer concursos públicos. Nós achamos que não há tempo suficiente. Através do sequestro queremos minimizar os prejuizos para a sociedade Reolian”.