Em destaque

19 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.16 patacas e 1.12 dólares norte-americanos.

Chui pede cancelamento de votação do regime de garantias
Terça, 27/05/2014

O Chefe do Executivo, Chui Sai On, “entregou uma carta ao presidente da Assembleia Legislativa a solicitar o cancelamento da agenda prevista para a reunião plenária” desta tarde, da qual consta a votação na especialidade da proposta de lei sobre o “regime de garantia dos titulares do cargo de Chefe do Executivo e dos principais cargos a aguardar posse, em efectividade e após cessação de funções”.

 

De acordo com um comunicado do Gabinete do Chefe do Executivo divulgado pelo Gabinete de Comunicação Social, Chui Sai On reuniu-se esta segunda-feira com o presidente da Assembleia Legislativa, Ho Iat Seng. No encontro, ambos “afirmaram dar elevada importância às opiniões expressas pela população, nos últimos dias”, numa referência à manifestação que, no domingo, juntou milhares de pessoas contra o diploma.

 

Segundo a nota agora divulgada, “Chui Sai On disse haver espaço para aperfeiçoar a referida proposta de lei e que irá dar ordem para que os serviços competentes continuem em contactos com a Assembleia Legislativa, no sentido de se entregar uma nova redacção e melhorar o conteúdo [da proposta]”.

 

Por sua vez, lê-se no comunicado, o presidente da Assembleia Legislativa afirmou “respeitar a decisão do Chefe do Executivo e aceitar o pedido e, de acordo com o número 1 do artigo 57 do Regimento da Assembleia Legislativa, entregar ao plenário da Assembleia Legislativa para deliberar a suspensão da discussão e votação na especialidade da proposta de lei”.

 

A terminar, o documento divulgado ao final de segunda-feira informa que “Chui Sai On, através das reportagens emitidas na comunicação social, apercebeu-se da preocupação elevada dos cidadãos, assim como das diferentes reivindicações”.

 

Nesse sentido, conclui o comunicado, “o Chefe do Executivo sublinhou que a equipa governativa irá seguir rigorosamente o espírito de ‘servir a população’ e espera poder construir Macau em conjunto com os seus cidadãos”, pelo que “vai analisar a fundo e estudar a viabilidade de todas as opiniões apresentadas pela sociedade”.