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Pátio do Mungo vai ser requalificado
Segunda, 26/05/2014

Os membros do Conselho do Património Cultural decidiram, por unanimidade, que três edifícios do Pátio do Mungo devem ser requalificados. O conjunto arquitectónico tem mais de 100 anos e localiza-se na zona da Barra.

 

“Queremos muito conservar este pátio. Está bem conservado, até agora, assim sendo queremos continuar a salvaguardar este pátio e também a revitalizar esta zona”, disse o secretário-geral do Conselho do Património Cultural, Cheong Cheok Kio.

 

Ainda não há orçamento nem prazos para o arranque do plano de requalificação do Pátio do Mungo – um espaço que não está incluído na actual zona de protecção. No entanto, a vontade de preservar os imóveis é ampla e partilhada pelo proprietário. De acordo com Cheong Cheok Kio, deve ser accionado um subsídio de apoio a obras, previsto na recente Lei de Salvaguarda do Património Cultural.

 

Quanto à futura utilização do espaço, o plano passa por fins comerciais. “Segundo o projecto que o proprietário entregou, não há fins habitacionais”, esclareceu o secretário-geral do Conselho do Património Cultural.

 

“[O proprietário] pretende criar uma área para fins comerciais. Sobretudo, áreas dedicadas às indústrias culturais e recreativas”, acrescentou Cheong Cheok Kio.

 

A decisão de requalificar o Pátio do Mungo foi tomada numa reunião, que teve lugar esta manhã. Outro assunto em cima da mesa foi um edifício na Rua da Barca, parcialmente demolido no final do ano passado, depois de ter sido dada a autorização pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes.

 

Neste caso, não foi votada formalmente a requalificação do imóvel. Carlos Marreiros, um dos 19 membros do Conselho do Património Cultural, explica que ainda há dúvidas entre as várias personalidades que compõem este grupo. No entanto, o arquitecto diz que o edifício tem “valor identitário, cultural e histórico para aquela zona” porque “é uma casa com características dos anos 1920-1930 e que significa um modo de viver, um modo de fruir a cidade”.

 

Só o frontão do edifício foi totalmente demolido, garantiu Carlos Marreiros. O resto da estrutura está em “boas condições” para ser requalificada, indicaram os membros do Conselho do Património Cultural.

 

Depois da reunião de hoje, foi ainda anunciado que o levantamento do património cultural de bens imóveis vai arrancar “nos próximos dias”. Este trabalho, que tem como objectivo o aproveitamento dos recursos patrimoniais existentes, decorre durante os próximos seis meses.