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Raymond Tam: continua mistério do faxe de documentos do IACM
Sexta, 23/05/2014

Esta manhã, em mais uma sessão do julgamento de Raymond Tam, o antigo presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), e outros três funcionários do organismo, foi ouvido um dos proprietários da empresa de onde chegou um faxe de documentos que, em 2003, tinham desaparecido do IACM. Wong Kin assegurou que não estava em posse de documentos do Governo e que o número de faxe pode ser alterado. A testemunha afirma que essa alteração pode ser feita com recurso ao uso de equipamento.

 

No tribunal, o proprietário esclareceu que a empresa, que funcionava na Areia Preta, se dedicava à venda de máquinas fotocopiadoras e também de faxes e que fazia trabalhos para o Governo. Wong Kin já não consegue confirmar se o número em causa era o da empresa, mas adianta que aconteceu “clientes e amigos” pedirem para usar o faxe da empresa.

 

Esta manhã foi também ouvido Paulo Wong, técnico-adjunto do gabinete do vice-presidente do ICAM – Lei Wai Nong. Em tribunal, adiantou que um dos assessores do gabinete da secretária Florinda Chan esteve a ajudar a organizar documentos para enviar ao Ministério Público (MP). Uma situação que olha com naturalidade até porque, diz, o IACM estava sob a tutela da secretaria para a Administração e Justiça.

 

A assistente, Paulina Alves dos Santos, perguntou ainda porque é que, a um sábado, foram entregues documentos ao mesmo assessor na rua, junto ao antigo tribunal. Paulo Wong esclareceu que foi apenas para confirmar que nada faltava na documentação a enviar ao MP.

 

Paulo Wong, já inquirido pela defesa, afirmou que os arguidos estavam preocupados com a procura dos documentos e que nunca houve pedidos para que fosse atrasada a entrega de documentos.

 

Esta sexta-feira, foram ainda ouvidos os dois secretários do vice-presidente do ICAM. Cheong Fu Tong e Maria Victal afirmaram não terem tido conhecimento do caso das dez campas e já sobre os ofícios do MP, que solicitavam os documentos ao ICAM, dizem que todos os dias lhes passam vários documentos pelas mãos e, por isso, não têm a certeza se viram esses ofícios.

 

Entretanto no tribunal já está a pasta que faltava de Ng Peng In, antigo administrador do IACM. Na próxima semana vai ser analisado o seu conteúdo.

 

A defesa anunciou ainda hoje que vai prescindir de cerca de metade das testemunhas arroladas. Entre as testemunhas que a defesa não quer ouvir estão Wong Wan, hoje director dos Serviços de Tráfego e que antes liderou os Serviços de Ambiente e Licenciamento, e também Lau Si Io, o actual secretário para os Transportes e Obras Públicas.