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Raymond Tam: Testemunha diz que não questionava documentos
Segunda, 19/05/2014

Na sessão desta manhã do julgamento de Raymond Tam, antigo presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), e outro três funcionários do organismo – acusados de prevaricação – foi apenas ouvida Tou So I, do gabinete jurídico e notariado do IACM. A testemunha assegurou que apenas autenticava os documentos que lhe chegavam e não os punha em causa. A testemunha, na inquirição da assistente, Paulina Alves dos Santos, que demorou quase toda a manhã, explicou que, depois de receber os ofícios do Ministério Público (MP), pedia os documentos aos departamentos correspondentes e depois aguardava pela sua entrega.

 

A assistente perguntou à testemunha se “a sua postura é sempre aguardar pela resposta”, com Tou So I a explicar que depois de fazer o pedido aguarda pelo envio, e se demorar, insiste com o departamento.

 

A assistente insistiu também num ofício do MP remetido directamente pelo antigo presidente Raymond Tam, questionado por que é que tal assim aconteceu, e se Tou So I não pediu instruções ao superior directo, o vice-presidente. A testemunha diz que não, porque, sublinha, não há nada “estranho” neste procedimento.

 

Mais tarde, e já à defesa, esclareceu que esta era uma prática, e com base em documentos, mostrou que já o antigo presidente do IACM, Lau Si Io, e também Cecília Cheung, em funções de presidente substituto, tinham agido da mesma forma.

 

À defesa, a testemunha ainda explicou o conteúdo de uma informação que fez para o vice-presidente do IACM, quando o Ministério Público pediu explicações a Lei Wai Nong sobre a demora na entrega de documentos. Tou So I leu a informação feita por ela e em que escreveu que o gabinete jurídico se limitava à autenticação de documentos, e que, na sequência dos ofícios do MP, já tinha solicitado aos serviços competentes para, o mais breve possível, lhe fazerem chegar os documentos.

 

Numa nota de rodapé, que a testemunha também leu, esclarecia-se que a 17 de Agosto de 2010 já havia uma remessa de documentação sobre as dez campas a enviar para o MP, porém estavam documentos em falta. O que para a defesa justifica apenas a entrega de documentação ao MP em Setembro de 2010.