Em destaque

21 de Março 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.2742 patacas e 1.1424 dólares norte-americanos.

Cavaco Silva satisfeito com “simpatia natural” da China
Domingo, 18/05/2014

É um balanço muito positivo aquele que Cavaco Silva faz na despedida. Depois de Pequim e Xangai, o Presidente da República Portuguesa passou por Macau. Em conferência de imprensa, o Chefe de Estado mostrou-se convicto de que o périplo vai trazer frutos para Portugal.

 

“Se pensarmos bem, olhando o mundo inteiro, qual é aquele país em relação ao qual podemos conseguir, no futuro, maiores ganhos em matéria de quota de mercado ou maior atracção de investimentos a realizar em Portugal? Penso que é a China, até porque existe – e eu confirmei aqui – uma natural simpatia em relação a Portugal.”

 

Para o Chefe de Estado, é necessário agora que Lisboa dê seguimento ao trabalho que tem vindo a ser feito. O facto de o convite para a visita à China ter partido do homólogo Xi Jinping tem relevância política e também efeitos junto do empresariado: “Fico com a ideia de que depois desta viagem haverá muitos mais empresários chineses a querer visitar Portugal. Porque é que digo isso? É porque percebi – e compreende-se, num país como a China – que o facto de se tratar de uma visita de Estado a convite do Presidente Xi conta na reacção dos próprios empresários”.

 

Negócios à parte, tanto na China, como em Macau Cavaco Silva passou por universidades e viu um interesse crescente na língua portuguesa. No Continente foram assinados vários protocolos entre instituições de ensino superior. Por cá, também foram firmados acordos, num ambiente que deixou o Presidente a reflectir sobre o passado.

 

“Mesmo à pouco, uma jovem recitava Pessoa na Universidade de Macau – Álvaro de Campos, uma parte complexa da obra de Álvaro de Campos. E fê-lo com uma tal qualidade que nós não podemos deixar de interrogar-nos como é que foi possível, ao longo de tantos anos, deixarmos aqui uma marca tão forte nesta parte da Ásia”, observou.

 

Com Álvaro de Campos no dia da despedida, em Macau, 20 anos depois de cá ter estado, o Presidente da República Portuguesa mostrou-se satisfeito com o desenvolvimento do território, e com a estabilidade política e social que encontrou, dizendo que o modelo da Declaração Conjunta Luso-Chinesa – que assinou em 1987 – foi a escolha certa para Macau.