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Cavaco diz que IPM “honra singularidade” de Macau
Domingo, 18/05/2014

"O Instituto Politécnico de Macau honra a singularidade do território”, assente no encontro entre Portugal e a China. O elogio é de Cavaco Silva. O presidente português foi recebido na instituição de ensino superior e diz ter gostado de ver a língua portuguesa tratada como um activo valioso.

 

Dirigindo-se a uma plateia composta pelos professores e alunos do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Cavaco Silva afirmou que o “IPM honra a singularidade deste território, uma singularidade que é fruto do encontro multissecular das culturas portuguesa e chinesa”.

 

O presidente português destacou ainda os cursos de língua portuguesa ministrados na instituição, que “contribuem, de forma inequívoca, para que o instituto seja uma das mais competitivas instituições de ensino da região”. Segundo Cavaco, “a língua portuguesa é aqui, indiscutivelmente, vista como um activo em crescente afirmação no plano internacional, seja em domínios como a economia, o comércio ou a cultura”.

 

O presidente português destacou ainda o Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa (CPCLP), criado no IPM em 2012. Cavaco diz que O Politécnico tem sabido explorar o potencial de Macau: “O CPCLP é uma aposta no valor estratégico da língua portuguesa e um projecto em que reconhecidamente se materializa a visão global deste Instituto. Macau tem condições privilegiadas para se assumir como pólo difusor de referência regional. O IPM tem sabido, em parcerias mutuamente benéficas com instituições de ensino superior portuguesas, explorar esse potencial”.

 

Já para o presidente do Instituto Politécnico, Lei Heong Iok, essa missão faz parte da identidade da instituição: “É isso que fazemos, assentes num princípio que é, também a nossa identidade, por sermos herdeiros de séculos durante os quais as culturas chinesa e portuguesa conviveram”.

 

No Instituto Politécnico, houve ainda tempo para uma aluna de português perguntar a Cavaco se está prevista a aposta no ensino do mandarim em Portugal. O chefe de estado diz que sim, mas terá que ser por fases: “Na Europa são ainda poucos os países que estão a atribuir importância, nas escolas de ensino superior, ao mandarim. Nós vamos começar pela parte da universidade. Depois, podemos pensar no ensino secundário. Agora demos um passo importante para levar o mandarim a mais jovens portugueses. No futuro, é possível que se encare a hipótese de se introduzir já ao nível do ensino secundário”.

 

O presidente português defendeu ainda que os alunos chineses que escolhem aprender português estão no bom caminho: “Penso que fez a escolha certa ao aprender português. A informação que obtive em Pequim é que os estudantes que dominam a língua portuguesa têm um elevado grau de empregabilidade e, portanto, será bem-vinda a Portugal, não sei se na embaixada da China, mas também nas universidades portuguesas”.